A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, até julho de 2025, a retirada de mais de 100 produtos do mercado brasileiro por representarem riscos concretos à saúde da população.
A medida é parte de uma força-tarefa que vem sendo intensificada neste ano, principalmente no segmento de alimentos e suplementos alimentares. A maioria dos produtos barrados inclui marcas populares de whey protein, cafés, azeites, molhos prontos, canela em pó, polpas de frutas e sorvetes.
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Os principais problemas identificados foram falsificação, contaminações bacterianas, uso de ingredientes proibidos, propagandas enganosas e ausência de registro sanitário.
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Principais causas das proibições

Falsificações e contaminações: riscos invisíveis ao consumidor
A Anvisa identificou diversas irregularidades que colocam em risco a saúde dos consumidores. Entre os principais motivos para os recolhimentos e suspensões, destacam-se:
- Falsificação de produtos e marcas;
- Presença de substâncias não autorizadas;
- Rotulagem enganosa;
- Contaminação por bactérias e fungos;
- Ausência de informações sobre alérgenos;
- Ausência de registro sanitário.
Segundo especialistas, o crescimento do mercado de suplementos alimentares e a popularização do comércio eletrônico têm dificultado o controle eficaz desses produtos, ampliando a necessidade de vigilância.
Produtos vetados pela Anvisa em 2025
Alimentos e suplementos com irregularidades graves
Confira abaixo uma seleção dos principais produtos proibidos ou recolhidos pela Anvisa até julho de 2025:
Suplementos alimentares
- Whey Protein Piracanjuba (lote 23224): contaminado com Staphylococcus aureus;
- 100% Full Whey (Fullife Nutrition): presença de glúten não declarado no rótulo;
- Linha Power Green: ingredientes proibidos e alegações terapêuticas irregulares;
- Suplementos com ora-pro-nóbis: planta não autorizada para uso em suplementos;
- Suplementos das marcas Cibos, Ozotonek, Status Verde, Alemed Nutracêutica, KN Nutrition, entre outros: ausência de registro ou composição adulterada.
Alimentos e bebidas
- Polpa de morango De Marchi (lote 09437-181): presença de matérias estranhas;
- Sorvetes AICE: ausência de informações sobre alérgenos e corantes;
- Molho de alho Qualitá (lote 29): presença indevida de dióxido de enxofre;
- Canela-da-China Kinino (lote 371LAG2419): adulterada com amido e compostos não declarados;
- Azeites “fake” (marcas Serrano, Málaga, La Ventosa, entre outras): origem duvidosa e adulteração da composição;
- Pós para bebida sabor café (Master Blends, Melissa e Pingo Preto): presença de ocratoxina A e rotulagem enganosa.
Perigo das alegações terapêuticas
Suplementos não são medicamentos
Grande parte dos produtos suspensos prometia efeitos terapêuticos como controle da diabetes, pressão arterial, infertilidade e até cura para o câncer. A Anvisa reforça que essas alegações são ilegais e suplementos não substituem tratamentos médicos.
“Suplementos são destinados a pessoas saudáveis e não podem prometer cura ou tratamento de doenças”, destacou a Anvisa em comunicado oficial.
Como saber se um produto está regular?
Verifique o número de registro sanitário
A melhor forma de evitar riscos é checar se o produto possui registro válido no site da Anvisa. O consumidor pode:
- Verificar se há número de registro no rótulo.
- Consultar o código no portal oficial da agência: www.gov.br/anvisa.
- Avaliar a reputação da marca e desconfiar de preços muito baixos ou promoções milagrosas.
Comprei um produto proibido: o que fazer?
Direitos do consumidor e orientação da Anvisa
Se você comprou algum dos produtos vetados pela Anvisa, siga as recomendações abaixo:
Passos imediatos
- Interrompa imediatamente o uso;
- Descarte o produto de forma segura;
- Evite repassá-lo a outras pessoas.
Direito à devolução ou reembolso
O Código de Defesa do Consumidor garante que você pode:
- Solicitar reembolso no estabelecimento onde o produto foi adquirido;
- Exigir a substituição por outro item equivalente;
- Entrar em contato com o fabricante para devolução do valor pago.
Fiscalização vai continuar
Mais produtos podem ser banidos nos próximos meses
De acordo com a Anvisa, o trabalho de monitoramento e recolhimento não tem data para terminar. A tendência é que novos produtos entrem na lista à medida que as análises laboratoriais avançarem e denúncias forem apuradas.
Até julho, mais de 100 produtos já foram alvo de medidas sanitárias, número que pode aumentar significativamente até o fim do ano.
Impacto na saúde pública e na indústria

Consumidores expostos e empresas sob investigação
A proliferação de produtos irregulares representa um risco concreto à saúde pública. Casos de intoxicações, reações alérgicas graves e efeitos adversos vêm sendo reportados.
A indústria também sofre impacto. Marcas autênticas veem sua credibilidade afetada por falsificações e concorrência desleal com produtos ilegais, vendidos muitas vezes via redes sociais ou marketplaces.
Produtos AICE mantém qualidade e passam por adequação preventiva de rotulagem
Todos os produtos citados mantêm a fórmula original, não oferecem risco a saúde e possuem licenças sanitárias vigentes, emitidas por autoridades competentes. A ação descrita pela Anvisa configura-se como uma medida preventiva de rotulagem, sem qualquer relação com a composição, qualidade ou segurança dos produtos.
AICE informa que os ajustes solicitados referem-se exclusivamente à forma de apresentação de determinados ingredientes no rótulo, como a substituição de códigos técnicos por nomes escritos por extenso, conforme previsto em norma específica.
A atualização dos rótulos já está em andamento, de forma imediata e coordenada, seguindo o padrão internacional de conformidade da marca, presente em 26 países e mais de 700 mil pontos de venda.
Conclusão
A Anvisa está cumprindo um papel crucial ao barrar produtos potencialmente perigosos. No entanto, a vigilância do consumidor também é essencial. Desconfie de promessas milagrosas, confira os registros sanitários e informe-se antes de comprar, principalmente em plataformas digitais.
A segurança alimentar e a proteção da saúde exigem responsabilidade compartilhada entre governo, indústria e sociedade.
Imagem: Freepik e Canva




