O Governo Federal lançou, em outubro de 2024, o programa Acredita no Primeiro Passo, uma iniciativa voltada à geração de renda e incentivo ao empreendedorismo entre famílias de baixa renda, especialmente aquelas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e beneficiárias do Bolsa Família.
Substituindo o antigo consignado do Bolsa Família, suspenso em 2023 por apresentar riscos de endividamento entre a população mais vulnerável, o novo programa oferece microcrédito de até R$ 21 mil com juros reduzidos, carência estendida e capacitação técnica para promover autonomia econômica e superação da pobreza.
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Programa Acredita já destinou R$ 3,1 bilhões em microcrédito para 200 mil brasileiros

O que é o Acredita no Primeiro Passo?
Novo modelo de inclusão produtiva
O programa Acredita no Primeiro Passo foi criado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) como uma resposta estruturada à necessidade de acesso ao crédito formal por parte da população de baixa renda.
Voltado para pessoas entre 16 e 65 anos com cadastro ativo e atualizado no CadÚnico, o programa oferece empréstimos com taxas diferenciadas, acompanhados de formação empreendedora e suporte técnico, permitindo que os recursos sejam aplicados de forma consciente e produtiva.
Público prioritário
O programa foca em atender:
- Mulheres chefes de família;
- Jovens em situação de vulnerabilidade;
- Pessoas com deficiência;
- Integrantes de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais;
- Moradores das regiões Norte, Nordeste e Minas Gerais, com expansão para o Centro-Oeste prevista para 2025.
Como funciona o microcrédito?
Valor do crédito e taxas
Os valores oferecidos pelo programa vão de R$ 600 a R$ 21 mil, com condições facilitadas e prazos estendidos para pagamento. A taxa de juros aplicada é abaixo da praticada no mercado para microcrédito convencional, sendo subsidiada em parte pelo Fundo Garantidor da União.
As principais características incluem:
- Parcelamento em até 30 meses;
- Carência de até 6 meses para o início do pagamento;
- Possibilidade de renovação do crédito, em caso de bom desempenho e adimplência.
Garantias e Fundo Aval
Para facilitar o acesso ao crédito, o programa utiliza o Fundo Garantidor do Governo Federal, que funciona como avalista das operações, reduzindo o risco para os bancos e eliminando a exigência de fiadores ou garantias reais, como imóveis ou veículos.
Capacitação e acompanhamento
Além do crédito, o programa prevê formação gratuita em gestão de negócios, planejamento financeiro e marketing básico, oferecida em parceria com instituições como:
- Sebrae;
- Universidades públicas;
- Organizações do terceiro setor e cooperativas de crédito solidário.
O objetivo é assegurar que o crédito seja utilizado de forma estratégica, gerando renda, consolidando empreendimentos familiares e construindo autonomia financeira real e sustentável.
Resultados iniciais do programa

Números até maio de 2025
Desde seu lançamento, o programa já demonstrou forte adesão. Segundo dados do MDS:
- 68,4 mil pessoas já foram beneficiadas;
- R$ 623,3 milhões em operações de crédito foram contratadas;
- 70% dos créditos foram destinados a mulheres;
- O Banco do Nordeste liberou R$ 619,1 milhões em crédito;
- O Banco da Amazônia foi responsável por R$ 2,1 milhões;
- A previsão para 2025 é a liberação de R$ 500 milhões, com expectativa de atingir R$ 2 bilhões até o final do ano.
Protagonismo feminino
O destaque da participação feminina evidencia o potencial do programa para impulsionar o empreendedorismo feminino e gerar impactos diretos na alimentação, educação e qualidade de vida das famílias, uma vez que as mulheres são maioria entre os responsáveis pelo Bolsa Família.
Setores atendidos
Os recursos têm sido aplicados em atividades como:
- Pequenos comércios (brechós, mercadinhos, lojas de cosméticos);
- Salões de beleza e serviços estéticos;
- Produção de alimentos artesanais;
- Serviços domésticos e de costura;
- Agricultura familiar e pesca artesanal.
Onde contratar o microcrédito?
Bancos parceiros
O acesso ao crédito pode ser feito por meio das seguintes instituições:
- Caixa Econômica Federal;
- Banco do Brasil;
- Banco do Nordeste;
- Banco da Amazônia;
- Agências de fomento regionais.
Em algumas regiões, há atendimento presencial em unidades do CRAS, em parceria com as secretarias de Assistência Social, e também orientação digital pelo aplicativo Caixa Tem, para facilitar o acesso à informação.
Diferenças em relação ao antigo consignado do Bolsa Família
O programa Acredita no Primeiro Passo não compromete o valor do benefício mensal recebido pelo Bolsa Família. Ao contrário do antigo empréstimo consignado — suspenso por endividar famílias sem avaliação da capacidade de pagamento —, o novo programa:
- Não retém parte do benefício diretamente na fonte;
- Exige formação e orientação antes da liberação do recurso;
- Foca na geração de renda e não no consumo imediato;
- Tem acompanhamento técnico e avaliação do negócio.
Frases de autoridades sobre o programa
“O Acredita no Primeiro Passo é crucial na luta contra a fome, permitindo que as famílias superem a insegurança alimentar e conquistem sua autonomia financeira.”
— Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social
“Nossa meta é promover um ciclo virtuoso de inclusão: da assistência à autonomia, do benefício à renda própria.”
— Luiz Carlos Everton, Secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS
Expectativas para 2025 e além
Com a expansão para o Centro-Oeste prevista para 2025 e a adesão de novos bancos parceiros, o governo espera que o Acredita no Primeiro Passo:
- Alcance mais de 200 mil empreendedores populares;
- Gere centenas de novos negócios familiares;
- Reduza a dependência de auxílios emergenciais;
- Atue como política permanente de desenvolvimento regional.
Além disso, o MDS já estuda formas de digitalizar ainda mais o acesso ao crédito, com integração ao CadÚnico e plataformas de ensino à distância, permitindo contratações 100% online com verificação de identidade e capacidade de gestão do crédito.
Como solicitar o microcrédito?

Requisitos básicos
- Ter entre 16 e 65 anos;
- Estar inscrito e com cadastro atualizado no CadÚnico;
- Ser beneficiário do Bolsa Família ou de outro programa social;
- Apresentar plano de negócio simples ou proposta de atividade econômica;
- Participar de capacitação inicial promovida pelas entidades parceiras.
Etapas do processo
- Consulta de elegibilidade via CRAS ou site do MDS;
- Participação em capacitação obrigatória;
- Análise da proposta de negócio por instituição financeira;
- Liberação do crédito e acompanhamento técnico;
- Avaliação periódica do uso do recurso e apoio na gestão.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

