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Apenas 4 estados brasileiros vão fechar as contas no azul em 2024

Descubra quais estados brasileiros projetam fechar suas contas no azul em 2024 e entenda os desafios fiscais enfrentados!

Segundo um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), baseado em informações da Secretaria do Tesouro Nacional, 23 das 27 unidades federativas do Brasil projetam fechar o ano com as contas no vermelho. O déficit acumulado para esses estados está estimado em expressivos R$ 29,3 bilhões.

Dessa forma, o cenário econômico dos estados brasileiros em 2024 revela um panorama desafiador, com apenas quatro unidades da federação projetando fechar suas contas no azul. Continue a leitura para mais informações!

Apenas 4 estados brasileiros fecharão no azul em 2024

Bandeira do Brasil em forma de gráfico ascendente
Imagem: Ronnie Chua / Shutterstock.com

Em contraste com a maioria, apenas quatro estados esperam ter receitas suficientes para cobrir todas as despesas previstas para o próximo ano. São eles: Amapá, Espírito Santo, São Paulo e Mato Grosso. Esses estados representam exceções em um cenário onde predominam desequilíbrios fiscais significativos.

O Rio de Janeiro se destaca negativamente com o maior déficit projetado entre todas as unidades federativas. Sua previsão aponta para um saldo negativo de R$ 10,4 bilhões em 2024. O valor equivale a aproximadamente um terço do déficit total estimado para os estados brasileiros.

A pesquisa da Firjan sinaliza que, além de despesas correntes excessivas, o quadro fiscal dos estados ainda sofre reflexos da pandemia de COVID-19. Alterações no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e energia, implementadas em 2022, e as elevadas despesas previdenciárias e com pessoal são alguns dos fatores que aumentam essas dificuldades financeiras.

Impacto da reforma da previdência e gastos obrigatórios

O estudo indica que as medidas adotadas não foram suficientes para atingir o equilíbrio orçamentário desejado no setor previdenciário. Trata-se, portanto, da reforma da previdência de 2019. Em 2022, o déficit previdenciário das unidades da Federação alcançou a marca de R$ 86,1 bilhões.

Ademais, em 2023, cerca de metade do orçamento dos estados destinou-se ao pagamento de despesas com pessoal e com juros e amortizações da dívida. Assim, isso comprometeu significativamente a capacidade de investimento e gestão fiscal dos estados.

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Por fim, para lidar com a crise fiscal, a Firjan propõe adotar políticas de gestão para os regimes próprios de Previdência, ajustadas às necessidades de cada estado. Além disso, sugere uma reforma administrativa que abranja os estados, normas mais rigorosas de responsabilidade fiscal e estratégias para enfrentar o alto endividamento, como visto no caso do Rio de Janeiro.

Imagem: Ronnie Chua / Shutterstock.com