Arrecadação federal foi a maior desde 1995
De acordo com os dados da Receita Federal, esta foi a maior arrecadação para um ano fechado desde 1995. Entre os motivos para o aumento da arrecadação estão a elevação nos preços do petróleo e alimentos, crescimento da economia brasileira, elevação salarial e aumento dos juros básicos.
Reduções de tributos contribuíram para redução
Ainda assim, algumas reduções em impostos aplicados em 2022 fizeram com que a arrecadação diminuísse. De acordo com a Receita Federal, o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) registrou uma perda de 17,2 bilhões no último ano.
Do mesmo modo, o PIS/Cofins sobre os combustíveis levou a receita a registrar uma perda de R$ 25,85 bilhões no mesmo período. Contudo, ainda assim foi possível atingir uma boa arrecadação. Já a meta fiscal traçada pelo Governo Federal no último ano contava com déficit de até R$ 170,5.
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou, durante a gestão de Jair Bolsonaro, que as contas registrariam um superávit primário em 2022. Ou seja, o valor dos gastos deveria ser menor do que a arrecadação, tirando o montante da dívida pública.
Contudo, na proposta de orçamento para este ano de 2023, enviada pela equipe do Ministério da Economia de Paulo Guedes ao Congresso Nacional, a previsão era de um rombo de R$ 65,9 bilhões, sem considerar o Auxílio Brasil.
Agora, com a aprovação do orçamento e da PEC da Transição, o rombo previsto é de R$ 231,5 bilhões. O Ministério da Economia atual, comandado pelo ministro Fernando Haddad (PT), lançou um pacote fiscal com o objetivo de aumentar a arrecadação e diminuir o déficit previsto de R$ 100 bilhões.
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