A maior criptomoeda do mundo pode estar prestes a atingir uma nova máxima histórica, com projeções audaciosas da Cooper Research indicando que o Bitcoin pode chegar a US$ 150 mil já no início de outubro.
A previsão, publicada em relatório recente, aponta para uma valorização contínua alimentada principalmente pela forte demanda de ETFs de Bitcoin à vista e pela crescente incerteza no cenário macroeconômico global.
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Contexto de valorização: da inflação ao otimismo nos ETFs
O Bitcoin em meio à turbulência econômica global
O relatório da Cooper Research, divulgado na última sexta-feira (18), traz um tom otimista: a valorização do Bitcoin é considerada “inevitável” diante do fluxo crescente de recursos para ETFs de Bitcoin nos EUA e da contínua deterioração econômica nos países desenvolvidos.
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos informou que os preços ao consumidor subiram em junho, alimentando temores de inflação persistente.
Com o Federal Reserve adiando cortes na taxa de juros e a economia americana dando sinais de estagnação, investidores estão buscando alternativas ao dólar e aos tradicionais títulos do Tesouro, como os ativos digitais.
ETFs de Bitcoin: entrada de US$ 2 bilhões em uma semana
A aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista pela SEC em janeiro de 2024 abriu as portas para investidores institucionais. Na semana passada, esses fundos registraram uma entrada líquida de mais de US$ 2 bilhões, um dos maiores volumes desde o lançamento oficial dos produtos.
“A cada 10.000 BTC adicionados aos ETFs, o preço do Bitcoin tende a subir cerca de 1,8%”, explicam os analistas da Cooper.
Essa demanda direta pelos ativos físicos, e não apenas por exposição sintética, tem provocado escassez no mercado e contribuído para o rompimento sucessivo de recordes de preço.
As projeções da Cooper Research

Cenário-base: US$ 140 mil em setembro
O cenário considerado mais provável pela Cooper Research coloca o preço do Bitcoin em US$ 140 mil até o final de setembro. Com base em modelos quantitativos e dados on-chain, os analistas apontam que esse patamar deverá ser atingido sem grandes obstáculos, considerando o atual ritmo de compra dos ETFs.
Cenário otimista: US$ 150 mil em outubro
Logo no mês seguinte, a projeção é de que o ativo atinja US$ 150 mil. O relatório considera como catalisadores:
- Persistência da inflação nos EUA;
- Adiamento de cortes de juros pelo Federal Reserve;
- Crescimento do apetite institucional por Bitcoin;
- Continuação da redução da oferta disponível em exchanges;
- Sentimento otimista em indicadores técnicos e de sentimento.
Zona de superaquecimento: entre US$ 140 mil e US$ 200 mil
A Cooper Research reforça que, embora o cenário de alta esteja consolidado, existe o risco de o mercado entrar em um estágio de superaquecimento. Esse processo pode ocorrer à medida que o Bitcoin se aproxima da faixa entre US$ 140 mil e US$ 200 mil.
“É nessa região que começaremos a monitorar sinais de euforia e de bolha”, destaca o relatório.
O papel do investidor institucional
A ascensão do capital qualificado
Ao contrário das bull runs anteriores, marcadas pela entrada massiva de investidores de varejo, a atual valorização do Bitcoin é liderada por grandes fundos, bancos e gestoras. Isso sugere um ciclo mais estável e menos propenso à extrema volatilidade.
“Com capital mais qualificado assumindo o controle e o frenesi especulativo do varejo ficando no passado, o movimento de preços do Bitcoin pode seguir agora por um caminho mais comedido”, observam os analistas da Cooper.
Diversificação e hedge contra riscos sistêmicos
A escalada do Bitcoin também reflete o crescente reconhecimento do ativo como instrumento de diversificação e proteção contra riscos sistêmicos. Investidores estão recorrendo ao BTC como hedge frente à dívida crescente dos EUA, à instabilidade do mercado de ações e à erosão do poder de compra das moedas fiduciárias.
O impacto da inflação e dos juros
Inflação americana pressiona o mercado financeiro
O relatório da Cooper destaca que a inflação persistente nos EUA é um dos principais motores da atual valorização.
O aumento nos preços ao consumidor em junho indica que o Federal Reserve deve adiar ainda mais qualquer redução na taxa de juros, o que pressiona negativamente os mercados tradicionais e impulsiona os ativos de risco.
Títulos do Tesouro em xeque
Outro fator destacado é o estresse observado no mercado de títulos. O aumento dos rendimentos e a falta de liquidez em certos papéis demonstram a crescente aversão ao risco por parte dos investidores institucionais, que buscam refúgio em ativos com oferta limitada — como o Bitcoin.
Indicadores técnicos e métricas on-chain
Força do hash rate e mineração
O poder computacional da rede Bitcoin atingiu novas máximas em julho, refletindo confiança dos mineradores no futuro da moeda. Com a taxa de hash subindo, os custos de mineração aumentam, o que reforça o valor mínimo que os mineradores estão dispostos a vender seus BTCs.
Diminuição da oferta em exchanges
Dados do Glassnode e da CryptoQuant mostram que os saldos de Bitcoin em exchanges estão nos níveis mais baixos desde 2018, indicando forte tendência de acumulação. Quanto menos Bitcoin disponível para venda imediata, maior o impacto da nova demanda no preço.
A psicologia do mercado: entre euforia e cautela
O medo de perder (FOMO) retorna?
Com o Bitcoin se aproximando de US$ 123 mil, o FOMO — “Fear of Missing Out” — começa a ressurgir, especialmente entre investidores de varejo. As redes sociais e buscadores registram alta no volume de pesquisas por “como comprar Bitcoin” e “previsão de preço BTC”.
Mas ainda há ceticismo
Por outro lado, alguns analistas mais conservadores argumentam que o preço atual já precifica boa parte do otimismo com os ETFs e com a macroeconomia. Eles alertam que uma reversão nos fluxos de ETFs ou uma recuperação do dólar poderiam frear a escalada.
Comparação com ciclos anteriores
Ciclo de 2017: especulação de varejo
A alta que levou o Bitcoin a quase US$ 20 mil em 2017 foi majoritariamente impulsionada por varejistas e ICOs, e terminou em colapso no ano seguinte.
Ciclo de 2021: institucional começa a entrar
Em 2021, o ativo bateu US$ 69 mil com entrada de grandes empresas como Tesla, MicroStrategy e PayPal, além da euforia em torno das finanças descentralizadas (DeFi). A queda posterior foi acentuada, mas a base de apoio permaneceu mais sólida.
Ciclo de 2024/2025: ETFs e reserva estratégica
Agora, com o envolvimento de BlackRock, Fidelity, Vanguard e outras gigantes, a narrativa é de longo prazo. A criação de uma “reserva estratégica de Bitcoin” por alguns governos, como os EUA sob Donald Trump, fortalece ainda mais essa visão.
Conclusão: o que esperar para o Bitcoin nos próximos meses?

A previsão da Cooper Research de que o Bitcoin pode atingir US$ 150 mil até outubro é consistente com as tendências atuais do mercado. A confluência entre influxos institucionais, escassez de oferta, instabilidade econômica global e novos instrumentos financeiros como os ETFs de Bitcoin forma um cenário muito propício para novos recordes.
Ainda assim, investidores devem manter atenção aos riscos de curto prazo — como reversões de fluxo, correções técnicas ou mudanças na política monetária. O mercado cripto, embora maduro, continua sujeito a volatilidades e a choques externos.

