Se for preciso, Bradesco vai abrir uma nova rodada de renegociações de dívidas

Presidente do banco também fala sobre desafios para 2021

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O agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil, com um ritmo de vacinação mais lento do que esperado, já demonstrou a possibilidade de bancos precisarem negociar, novamente, dívidas de clientes. Instituições como Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil têm conversado a respeito.

No caso do Bradesco, por exemplo, o banco diz estar disposto a uma nova leva de prorrogações, caso o país volte a ser obrigado a adotar medidas de isolamento social. Essa disposição vem, principalmente, dos resultados desse primeiro movimento.

De acordo com o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, uma primeira experiência com as carências e renegociações mostrou-se positiva. Isso porque boa parte dos clientes têm honrado os compromissos.

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Como ficam as renegociações de dívidas no Bradesco?

Além disso, de acordo com Lazari, as renegociações com as empresas tinham carência de seis meses a um ano, ou seja, para muitas a primeira parcela não começou a vencer. Assim, não houve uma demanda em relação a isso. Porém, se eventualmente houver uma necessidade, em razão do lockdown, mesmo que parcial, o Bradesco afirma que fará novamente a renegociação de dívidas:

“Não tem problema nenhum. Quando as prorrogações começaram, ficamos muito preocupados, mas agora vemos com muita clareza: 92% das operações prorrogadas estão sendo pagas em dia, a inadimplência dessas operações só representa 0,6% da inadimplência do banco”, explica o presidente.

Atualmente, dos quase R$ 80 bilhões realizados em prorrogações de dívidas, R$ 42 bilhões já entraram novamente para os cofres do banco.

Presidente do banco fala sobre desafios para 2021

Além disso, o executivo afirmou que os bancos mantêm uma conversa frequente com o Banco Central sobre uma eventual necessidade do retorno de linhas de crédito voltadas às pequenas e médias empresas. Atualmente, o Bradesco acaba de entregar um lucro trimestral recorde na história do banco.

No futuro, o presidente do Bradesco afirma que os principais desafios são a criação de novos ativos no conglomerado. Ele considera o Next, por exemplo, pronto para abrir o capital em 2022.

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Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

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