O Bradesco está pretendendo que o seu banco digital Next se separe da estrutura principal da instituição até março de 2020. Com isso, quer que a plataforma siga as regulamentações mais leves impostas pelo Banco Central e que se equivalem aos seus concorrentes digitais. Além disso, a medida deve diminuir os custos operacionais e regulatórios do banco.

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Bradesco pretende tornar Next independente em breve

Segundo o presidente do Bradesco, Octávio de Lazari, o banco está investindo forte em capacidade de análise de dados para deixar o next pronto para a futura separação.

“O intuito é fazer com que o Next tenha vida própria, com balanço e avaliações separados”, explicou Lazari, ontem (13).

Tanto o Bradesco como outros bancos manifestam insatisfação com imposições regulatórias mais simples impostas pelo Banco Central às fintechs e bancos menores. Além disso, para justificar porque os juros são altos no país, os bancos, nas duas edições do livro pulicado pela Febraban (entidade dos grandes bancos), se disseram contra com o que consideram assimetrias regulatórias e o risco de que pequenos tenham vantagens competitivas.

3,5 milhões ao fim de 2020

O Next deve encerrar o ano de 2019 com 2 milhões de contas e 3,5 milhões ao fim de 2020, segundo Lazari. Esse número, no entanto, é inferior a de seus principais concorrentes, como o Nubank, que já superou 10 milhões de clientes na Nuconta e o banco Inter que atualmente conta com 3,3 milhões de correntistas.

O Next, atualmente, não está cobrando tarifas de clientes, mas no início chegou a cobrar e precisou abrir mão de receitas de serviços para ganhar escala.

Além disso, o presidente do Bradesco não descarta a possibilidade de abertura de capital do Next em Bolsa. “Mas se formos pensar nisso, será só para 2021, inclusive se surgirem parceiros querendo participar da jornada. O próximo ano será de ajuste de todo esse desacoplamento, e só depois disso vamos avaliar essa possibilidade”, disse.

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