FGV alerta que desemprego pode aumentar ainda mais para pretos e pardos em 2021

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A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus atingiu muitos trabalhadores brasileiros desde o início do ano. Isso pode ser percebido, por exemplo, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, que estimou que a população desocupada era de 13,5 milhões em setembro. No entanto, a crise de desemprego atingiu alguns com mais força, como as pessoas pretas e pardas. Para entender mais sobre o assunto, continue lendo.

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Crise de desemprego foi maior entre pretos e pardos

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, foi quem apontou isso em entrevista para o G1. Segundo ele, os dados oficiais mostram que a pandemia aumentou a desigualdade racial no mercado de trabalho. Além disso, pretos e pardos também foram os mais beneficiados pelo Programa de Preservação de Emprego e Renda, que permitiu a suspensão de contratos e redução das jornadas de trabalho.

Dessa forma, trabalhadores que tiveram o contrato suspenso ou a jornada reduzida passaram a receber o Benefício Emergencial (BEm); já os empregadores, em contrapartida, garantem a estabilidade desses trabalhadores por um período igual ao da suspensão. Assim, a crise de desemprego afetou milhões de pessoas no Brasil, mas sobretudo os pretos e pardos.

Efeitos da pandemia não terminaram

O pesquisador mostrou que desemprego foi atenuado pelo programa do governo, mas é possível sentir os efeitos mais para frente, principalmente com a economia como está. Ainda de acordo com a Pnad-Covid, a FGV constatou que pretos e pardos trabalharam menos horas do que brancos, além de sofrerem com mais intensidade durante a pandemia.

Por fim, o economista também aponta que os efeitos da crise de desemprego devem sentidos em longo prazo: “A pandemia trouxe piores efeitos trabalhistas, e esses efeitos são importantes porque vão persistir após a pandemia, porque são estruturais”, enfatizou o pesquisador durante a entrevista.

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Imagem: 9nong / Shutterstock.com

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