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Junho: confira os melhores papéis para sua carteira de dividendos

As ações de Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4) estão entre as mais recomendadas para quem busca dividendos na carteira de investimentos neste mês de junho de 2025.

As duas companhias receberam quatro indicações cada e são vistas como apostas sólidas em um cenário que mescla otimismo com cautela. Além delas, Copel (CPLE6) e Eletrobras (ELET3) também figuram com destaque, recebendo três recomendações cada, reforçando o perfil defensivo e de fluxo estável de caixa que os investidores estão buscando em meio às incertezas macroeconômicas.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Ações mais recomendadas para dividendos em junho de 2025

Opções com quatro indicações

  • Petrobras (PETR4)
  • Itaú Unibanco (ITUB4)

Opções com três indicações

  • Copel (CPLE6)
  • Eletrobras (ELET3)

Petrobras (PETR4): sólida, apesar dos desafios

A Petrobras, tradicional protagonista entre as pagadoras de dividendos, permanece no radar dos analistas. Segundo relatório do BTG Pactual, embora a petroleira não seja mais o destaque óbvio de outrora, ela continua oferecendo valor relevante para o investidor.

Pontos de destaque segundo o BTG:

  • Ativos de base sólidos
  • Alta competitividade nos custos de extração
  • Dividend yield atrativo, mesmo com moderação recente
  • Boa posição na América Latina em relação a concorrentes

A recomendação segue ancorada em fundamentos operacionais consistentes, mesmo diante de possíveis interferências políticas e volatilidade no preço do petróleo, especialmente em um cenário global com reestruturações de cadeias energéticas.

Dividend yield em destaque

Mesmo com uma redução no ritmo de distribuição em relação a anos anteriores, a Petrobras ainda apresenta um dividend yield considerado robusto, o que a torna uma opção defensiva para investidores que desejam retornos periódicos.

Itaú Unibanco (ITUB4): consistência e resultados sólidos

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

O setor bancário brasileiro, tradicionalmente resiliente, tem em Itaú seu principal representante. De acordo com a XP Investimentos, o banco segue como uma opção de qualidade dentro do setor, especialmente em um momento de recuperação econômica e reorganização de carteiras de crédito.

Pontos destacados pela XP:

  • Crescimento expressivo da carteira de crédito
  • Taxas de inadimplência sob controle
  • Manutenção de altos níveis de ROE (retorno sobre o patrimônio líquido)
  • Boa governança e gestão de risco

Com esses indicadores, o Itaú se apresenta como uma escolha estratégica para compor carteiras voltadas à geração de renda, mantendo sua tradição como um dos melhores pagadores de dividendos da B3.

Copel (CPLE6): estabilidade com geração de caixa previsível

A Companhia Paranaense de Energia é uma estatal listada que opera no setor elétrico e combina perfil conservador com potencial de valorização. Com três indicações no levantamento, a Copel chama a atenção pela estabilidade nos fluxos de caixa e pela capacidade de distribuir lucros com regularidade.

A empresa também está inserida em um setor considerado essencial, o que garante menor exposição a choques econômicos ou instabilidades externas. A política de dividendos da companhia é um diferencial, com distribuições superiores ao mínimo obrigatório nos últimos anos.

Eletrobras (ELET3): nova fase após privatização

A Eletrobras, que passou por um processo de capitalização e reorganização societária, também aparece entre as mais recomendadas. Com atuação nacional e um portfólio robusto de geração e transmissão de energia, a empresa está em fase de reestruturação e ganhos operacionais.

Entre os motivos que levam à recomendação da ELET3 estão:

  • Melhoria na eficiência operacional
  • Redução do endividamento
  • Expectativa de maior geração de caixa
  • Possibilidade de aumento na distribuição de dividendos nos próximos trimestres

Embora ainda esteja em transição, a Eletrobras vem ganhando espaço entre investidores que buscam dividendos consistentes com potencial de valorização no médio prazo.

Panorama macroeconômico: entre otimismo e cautela

Ibovespa em alta no mês anterior

Segundo análise da Empiricus, o Ibovespa teve desempenho positivo em maio, influenciado por fatores externos como a redução das tensões comerciais internacionais e o recuo da exposição de investidores aos EUA, diante da incerteza política e econômica naquele país.

Com isso, houve uma migração de capital para mercados emergentes, como o Brasil, o que favoreceu ações com bom desempenho em dividendos e fundamentos sólidos.

Previsões otimistas para o índice

A XP Investimentos projeta o Ibovespa na casa dos 150 mil pontos até o fim de 2025, apoiada no desempenho positivo de setores como bancos, energia e commodities. Esse cenário cria oportunidades para quem aposta em ações que conciliam valor e distribuição de dividendos.

Ruídos que geram cautela

Apesar do viés otimista, o cenário interno apresenta fatores de risco que exigem atenção:

  • Piora na percepção fiscal, com aumento de gastos públicos;
  • Escândalo envolvendo o INSS, que abalou a confiança do mercado;
  • Elevação do IOF, que encarece operações financeiras;
  • Incertezas políticas em ano pré-eleitoral, que podem gerar volatilidade.

Para a XP, esses elementos criam um cenário misto, que exige seleção criteriosa de ativos para quem deseja preservar capital e garantir retorno consistente.

Big Techs nos EUA e impacto sobre os fluxos

Outro alerta da corretora diz respeito ao desempenho das big techs americanas, como a NVIDIA, cujos resultados acima do esperado reacenderam o interesse dos investidores pelos ativos norte-americanos. Caso esse movimento se intensifique, pode haver uma redução no fluxo de capital para os emergentes, o que impactaria negativamente as bolsas de países como o Brasil.

Estratégias para junho: foco em dividendos de qualidade

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Com base nas recomendações das casas analisadas, investidores que buscam renda passiva devem focar em ações com:

  • Histórico de distribuição consistente de dividendos
  • Fundamentos sólidos
  • Boa governança
  • Resiliência a choques econômicos

As quatro ações mais recomendadas — Petrobras, Itaú, Copel e Eletrobras — reúnem essas características, ainda que com perfis distintos de risco e retorno. É fundamental considerar o perfil do investidor e seus objetivos financeiros na hora de compor a carteira.

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