Diante dessa realidade, entenda os motivos por trás da oscilação do dólar e saiba quais são as projeções para a moeda norte-americana neste ano de 2023.
Oscilação do dólar em 2022: motivos
Resumidamente, alguns fatores podem explicar de forma mais simplificada a trajetória do dólar no decorrer do ano anterior.
No início de 2022, a cotação mais baixa foi influenciada diretamente pelos efeitos da Guerra na Ucrânia, quando a Rússia sofreu um boicote, e os países emergentes, como é o caso do Brasil, começaram a ser beneficiados pela exportação de itens básicos. Isso fez com que a cotação do real subisse e, consequentemente, o dólar ficasse mais barato por aqui.
A partir de julho, quando a moeda registra seu maior valor, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, passou a aumentar a taxa de juros em uma tentativa de conter a inflação. Este movimento tende a atrair mais investidores, o que por si só já valoriza a moeda.
Ao longo do semestre, houve a política de “Covid 0” na China. A demanda por metais e minerais importados do Brasil começou a cair.
Somados esses dois fatores, o dólar atingiu o seu pico em território nacional. Há ainda que se considerar a instabilidade política com as eleições presidenciais brasileiras.
Projeções para o dólar em 2023
Considerando todas essas questões, a trajetória do dólar durante este ano que se inicia não deve apresentar mudanças significativas. Ao que parece, a autoridade monetária dos EUA deve continuar com o aumento na taxa de juros, o que não ajuda na desvalorização do dólar no Brasil.
Na China, por outro lado, há alguma expectativa de melhora, o que pode ajudar as exportações brasileiras.
Já no Brasil, o cenário ainda continua complicado pelos fatores políticos, e o cenário positivo ou negativo depende, principalmente, das medidas adotadas pela nova gestão do governo. As medidas econômicas que afetam o dólar podem ser tipos de investimento e política de impostos e gastos.
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