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Endividamento das famílias bate recorde em 2021, diz Banco Central

De acordo com o Banco Central, nos últimos 12 meses, o número atingiu 51% das rendas acumuladas

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Em novembro do ano passado, os números do Banco Central e da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), mostraram que o endividamento bateu um recorde histórico de 51% de acúmulo de renda nos últimos 12 meses, desde do início de sua contagem em 2005.

Além disso, dívidas como crédito para a casa própria estão presentes no cálculo. Outros números na mesma data também mostram um crescimento de 20,8% no comprometimento nas rendas familiares devido a empréstimos.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

O estudo feito pela CNC junto a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), mostrou que também no ano passado houve uma crescente no endividamento, batendo 66,5% em média anual, considerada a maior desde 2010. 

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, afirma que foi imposta a adoção de medidas de recomposição da renda devido ao impacto negativo da COVID-19, com o intuito de manter o consumidor brasileiro com benefícios emergenciais e de estímulo ao crédito.

Endividamentos e Inadimplência

Ainda falta transparência quanto aos dados de aumento na inadimplência por parte do BC e da CNC. Os atuais dados mostram que 2020 terminou em 0,8% abaixo dos dados registrados no fim de 2019.

O relatório de estabilidade bancária do último mês de outubro informou um controle da inadimplência por meio de renegociações, prorrogações de dívidas e pela maior seletividade nas novas operações. 

No entanto, de acordo com os dados da CNC, houve um aumento nas dívidas dos brasileiros em 1,5 ponto percentual em 2020, batendo 25,5% até agosto e tendo queda nos meses seguintes por conta de medidas relativas a COVID-19 que ajudou os consumidores. 

Contenção de gastos dos brasileiros para evitar endividamentos

O Presidente da ABEFIN, Reinaldo Domingos, alegou que é preciso mudar o comportamento dos brasileiro para uma maior consistência quanto ao endividamento nessa pandemia, há algumas recomendações para isso:

  1. Priorizar todos serviços e produtos de necessidades básicas como aluguel, energia, água, cartão de crédito e cheque especial.
  2. Separar e anotar todo tipo de despesa a cada 30 dias, incluindo gastos pequenos ou importantes. 
  3. Ter em mente a possibilidade de um acerto de dívidas somente em reais condições.
  4. Reduzir sua renda habitual.
  5. Se perguntar mais vezes antes de qualquer compra, se realmente há a necessidade. 
  6. Em tempos difíceis para a finança, é importante ter as motivações certas para conclusão dos problemas.
  7. Consultar um especialista em finanças, caso tenha dificuldades em sua administração.

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Imagem: Illustration Forest/shutterstock.com

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