Na próxima quarta-feira, 9 de julho, o estado de São Paulo celebra um dos feriados mais importantes de sua história: a Revolução Constitucionalista de 1932. A data, que é feriado estadual, presta homenagem ao movimento armado iniciado em solo paulista contra o governo provisório de Getúlio Vargas, exigindo a criação de uma nova Constituição para o Brasil.
Diferente de outros feriados nacionais, o 9 de julho é exclusivo do estado de São Paulo e tem grande valor simbólico para os paulistas, sendo uma das principais expressões da identidade histórica e política da região.
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A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento liderado por civis e militares paulistas, inconformados com a forma como Getúlio Vargas havia assumido o poder em 1930 e instaurado um governo provisório, sem respaldo constitucional.
A revolta teve início em 9 de julho de 1932, com o objetivo de pressionar o governo federal a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte e restabelecer o Estado de Direito.
Duração e consequências
O conflito durou cerca de três meses e resultou na morte de mais de 600 pessoas. Apesar de militarmente derrotado, o movimento alcançou seu objetivo principal: em 1934, uma nova Constituição foi promulgada, resultado direto da mobilização da sociedade paulista.
Por esse motivo, o 9 de julho foi oficializado como feriado estadual por meio da Lei Estadual nº 9.497/1997, tornando-se um marco de resistência e defesa da democracia no estado de São Paulo.
O que abre e o que fecha no feriado de 9 de julho?
Sendo um feriado estadual, a data impacta o funcionamento de diversos serviços em São Paulo. Veja o que normalmente abre e o que fecha:
Serviços públicos: repartições estaduais não funcionam, incluindo Detran e Poupatempo.
Bancos: fecham em todo o estado, com funcionamento apenas por canais digitais.
Comércio e shoppings: podem funcionar em horários especiais, a critério de cada estabelecimento.
Saúde: hospitais e serviços de urgência funcionam normalmente; postos de saúde seguem esquema de plantão.
Educação: escolas estaduais e universidades públicas suspendem as aulas.
Quem pode ser convocado a trabalhar no dia 9 de julho?
Empresas podem exigir trabalho no feriado?
Sim. Como o 9 de julho é um feriado estadual, as regras sobre trabalho nesse dia seguem o que determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os acordos coletivos firmados por categoria.
Empresas podem convocar funcionários para trabalhar no feriado, desde que:
Haja previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho;
Seja feito o pagamento em dobro da diária trabalhada, ou concedido outro dia de folga compensatória.
Quais categorias trabalham normalmente?
Setores como saúde, transporte, segurança, comunicação e comércio essencial costumam funcionar normalmente, mediante escala e com os devidos direitos garantidos.
O ideal é que o trabalhador consulte seu sindicato ou departamento de recursos humanos para entender como sua categoria será impactada.
O 9 de julho é feriado nacional?
Não. O feriado de 9 de julho é exclusivo do estado de São Paulo. Em outras unidades da federação, a data é considerada dia útil normal. Portanto, atividades e serviços funcionam normalmente fora do estado paulista.
Feriado prolongado: oportunidade para descanso ou viagem
Imagem: Canva
Em 2025, o feriado de 9 de julho cai em uma quarta-feira, quebrando a semana útil e desestimulando a formação de feriadões prolongados. No entanto, empresas que adotam esquemas de folga ou banco de horas podem liberar seus funcionários na quinta e sexta, mediante acordo prévio.
Esse tipo de organização é comum em setores que buscam manter o fluxo de produção estável ou que negociam folgas alternativas.
A relevância histórica da data
Mais do que uma pausa na rotina, o feriado de 9 de julho reforça a memória histórica de São Paulo e a importância da participação popular na luta por democracia.
A Revolução Constitucionalista é lembrada com eventos cívicos, exposições, apresentações culturais e homenagens a combatentes da época.
Na capital paulista, a principal cerimônia ocorre no Obelisco do Ibirapuera, onde estão sepultados os corpos de estudantes mortos durante o levante, como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — cujas iniciais formam a sigla MMDC, símbolo do movimento.
Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.