A administração atual viu uma redução significativa nos gastos com cartão corporativo com Lula em seu primeiro ano de mandato, de acordo com dados do Portal da Transparência. Em comparação com o ano anterior, 2022, ainda sob a gestão de Jair Bolsonaro, o governo federal economizou cerca de R$ 149 milhões em 2023.
Os cartões corporativos, que foram implementados durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, são utilizados pelo presidente da República e outros altos funcionários do governo federal para cobrir custos de materiais de escritório, equipamentos eletrônicos, reparos em propriedades públicas e contratações de transporte. As informações são do Congresso em Foco.
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Como estão os gastos com cartão corporativo com Lula?
Se considerarmos apenas os gastos do governo federal, a administração Lula ainda está acima da média. Entre 2013 e 2023, a média anual foi de R$ 61,4 milhões. Os maiores gastos foram registrados em 2022, ultrapassando os R$ 90 milhões. Até o momento, em 2023, a quantia chega a R$ 79,6 milhões. No entanto, atualmente, cerca de 5,9 mil pessoas têm acesso ao cartão.
Em 2023, a Presidência da República foi o órgão que mais utilizou os recursos do cartão corporativo, excluindo os gastos com defesa civil, somando cerca de R$ 22 milhões, ou 28,42% da despesa total.
O Ministério da Justiça vem em seguida, com 26,33% da despesa, pouco mais de R$ 20 milhões. Os ministérios do Planejamento, Educação e Defesa foram os próximos na lista, respondendo por 10,28%, 9,09% e 7,82% dos gastos, respectivamente.
Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com
Segunda maior despesa da década
Além dos custos citados acima, os cartões corporativos cobrem custos de produtos como medicamentos e alimentos. Os gastos incluem também o Cartão de Pagamento de Defesa Civil, destinado a financiar ações de emergência para estados e municípios em situações de calamidade.
Embora a administração Bolsonaro tenha reduzido os gastos com o cartão corporativo entre 2019 e 2021, 2022 viu a segunda maior despesa da década, perdendo apenas para 2017, durante o mandato de Michel Temer, quando os gastos atingiram R$ 453 milhões. De 2013 a 2023, a média anual de gastos com o cartão corporativo foi de R$ 326 milhões.