Em 2022, a inflação Argentina bateu o recorde dos últimos 30 anos, fechando no maior patamar desde 1991. Assim, em dezembro, o acumulado dos dozes meses do ano foi de 94,8%.
Só no mês de dezembro, o índice foi de 5,1%. Para efeito de comparação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação brasileira foi de 5,79% no acumulado de 2022.
Inflação na Argentina é a maior em 30 anos
Por conta da inflação astronômica na Argentina, os preços dos produtos praticamente dobraram durante o ano. Consequentemente, o custo de vida no país aumentou.
Apesar do recorde, os economistas argentinos estão contentes com os números de dezembro, já que eles ficaram abaixo do pico de 2022. A inflação no último mês do ano foi de 5,1%, sendo que, em julho, ela alcançou a maior taxa mensal: 7,4%.
Além disso, alguns políticos da Argentina estão comemorando o fato do acumulado da inflação no país não ter alcançado a casa dos três dígitos.
Resposta do governo
Para tentar conter o aumento do custo de vida causado pela inflação na Argentina, o governo aumentou a taxa de juros. Assim, o Banco Central do país estabeleceu uma taxa de juros de 75%.
Além disso, a Argentina tem um acordo de resgate junto ao Fundo Monetário Internacional. Em dezembro, foi aprovada uma ajuda de US$ 6 bilhões dentro de um pacote que pode chegar a US$ 44 bilhões em 30 meses.
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