Vai viajar para o exterior? Veja o que mudou na cobrança do IOF em 2025
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sofreu alterações importantes para quem viaja para o exterior em 2025.
Com decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), a alíquota de 3,5% do IOF para compras internacionais foi restabelecida, influenciando diretamente o custo de cartões de crédito, débito, pré-pagos, multimoedas e compra de moeda em espécie.
Entenda o que mudou, como o imposto é cobrado e quais são as melhores opções para o seu bolso.
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O que é o IOF e por que ele importa para quem viaja?
Definição do IOF
O IOF, sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, é um tributo federal cobrado sobre diversas operações financeiras, incluindo as transações feitas com cartões e compra de moeda estrangeira. Ele é uma fonte de receita para a União e afeta diretamente os gastos de brasileiros em viagens internacionais.
Impacto nas viagens internacionais
Para viajantes, o IOF incide sobre:
- Compras realizadas no exterior com cartão de crédito, débito, pré-pago ou multimoedas;
- Compra de moeda estrangeira em espécie;
- Carga de cartões pré-pagos internacionais.
Com a decisão do STF em julho de 2025, a alíquota de IOF para essas operações foi fixada em 3,5%, um aumento em relação à taxa anterior de 1,1%.
Como funciona a cobrança para diferentes meios de pagamento?
Cartão de crédito internacional
No cartão de crédito, o IOF de 3,5% incide no momento da compra, ou seja, no fechamento da fatura. Isso significa que o valor em reais pode variar conforme a cotação do dólar na data do pagamento, influenciando o custo final da viagem.
Essa flutuação cambial pode tornar o imposto mais caro ou mais barato para o viajante.
Cartões de débito, pré-pagos e multimoedas
Estes cartões funcionam com carga antecipada. Ele é cobrado no ato de carregar o cartão, com base na cotação do câmbio do dia da recarga. Assim, o valor do imposto fica “travado” na data de carregamento, protegendo o consumidor das variações cambiais posteriores.
Compra de dinheiro em espécie
Ao comprar dólar ou outra moeda estrangeira em espécie, 3,5% também é cobrado imediatamente, no momento da transação. Isso representa um custo adicional que deve ser considerado pelo viajante na hora de escolher a forma de pagamento.
O que mudou em 2025 com a decisão do STF?
Restabelecimento da alíquota de 3,5%
Em maio de 2025, o governo federal anunciou o aumento do IOF para 3,5% em compras e saques no exterior, mas a medida foi inicialmente derrubada pelo Congresso.
No entanto, em 16 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, retomou a validade da maior parte do decreto, restabelecendo a taxa mais alta para a maior parte das operações, exceto para um trecho específico chamado “risco sacado”, que segue suspenso.
Consequências para quem carregou cartões antes da mudança
Quem carregou cartões pré-pagos ou multimoedas antes de 23 de maio não precisará pagar a diferença da alíquota maior, pois já foi cobrado na data da recarga, com a alíquota vigente à época.
Dúvidas comuns sobre IOF em viagens internacionais
Qual a diferença entre cartão de crédito e os demais cartões internacionais?
O cartão de crédito cobra IOF no dia do pagamento da fatura, podendo variar conforme o câmbio. Cartões de débito, pré-pagos e multimoedas cobram IOF na recarga, travando o custo no momento da carga.
O IOF é igual para todas as operações internacionais?
Sim. Com o restabelecimento da alíquota, todas as operações internacionais envolvendo cartões e compra de moeda em espécie têm IOF de 3,5%.
Existe alguma forma de não pagar IOF?
Não. O IOF é um imposto federal obrigatório, cobrado em todas as operações financeiras mencionadas. Algumas empresas oferecem cashback ou descontos que podem compensar parte do custo, mas a cobrança do IOF é obrigatória.
Vale a pena levar dinheiro em espécie ou usar cartão?
Não há resposta definitiva. O cartão pré-pago trava o câmbio no momento da recarga, evitando surpresas; o cartão de crédito oferece conveniência, mas o valor final pode variar; o dinheiro em espécie tem IOF na compra e pode ser menos seguro. É importante comparar taxas de câmbio e custos totais.
Como a variação do câmbio afeta o IOF?
Cartão de crédito e câmbio
Como o IOF é aplicado no fechamento da fatura, variações do dólar influenciam o custo total da compra. Uma alta rápida no câmbio pode encarecer significativamente o valor final para o viajante.
Cartões pré-pagos e câmbio
No cartão pré-pago, o câmbio é fixado no momento da recarga, garantindo previsibilidade para o viajante.
Estratégias para economizar com IOF em viagens internacionais
Pesquisa e comparação de taxas
Além do IOF, os consumidores devem ficar atentos às taxas de serviço cobradas por bancos, fintechs e casas de câmbio. Algumas instituições podem oferecer melhores cotações ou benefícios como cashback.
Planejamento do carregamento do cartão pré-pago
Carregar o cartão com antecedência, em um momento de câmbio favorável, pode evitar gastos extras e flutuações.
O que diz o mercado sobre o IOF e câmbio
Uso do dólar comercial versus dólar turismo
Algumas fintechs anunciam uso do dólar comercial para compra e carga de cartões, uma taxa menor que o dólar turismo (usado pelas casas de câmbio tradicionais). Contudo, especialistas afirmam que muitas vezes essa vantagem é compensada por taxas de serviço maiores.
Cashback como forma de compensar o IOF
Instituições financeiras oferecem programas de cashback para fidelizar clientes e “devolver” parte do valor do IOF, ainda que o imposto em si seja obrigatório.
Considerações finais
Viajar para o exterior em 2025 requer atenção redobrada à cobrança do IOF, que foi restabelecida em 3,5% para todas as operações financeiras internacionais, incluindo cartões de crédito, débito, pré-pagos e compra de moeda em espécie.
Compreender as diferenças de cobrança e o impacto da variação cambial pode ajudar os viajantes a escolher a melhor forma de pagar suas despesas e minimizar custos.
Além disso, a pesquisa antecipada sobre taxas e condições oferecidas por bancos e fintechs é essencial para garantir economia e segurança financeira durante a viagem.
Acompanhe as atualizações oficiais e planeje sua viagem com cuidado para evitar surpresas e aproveitar melhor seu orçamento no exterior.