Os dois líderes de governo conversaram por telefone um dia depois de ocorrer os ataques de vandalismo por bolsonaristas radicais, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).
Na conversa telefônica, Lula recebeu solidariedade de Biden, que disse estar à disposição do presidente brasileiro para um diálogo, no intuito de tornar a democracia mais forte.
Apoio de Biden ao presidente Lula
Após a ligação, Lula e Biden enviaram uma declaração conjunta, que foi divulgada no Portal do Planalto e no Twitter, para notificar a aliança entre os dois países. No comunicado, foi citado que Biden demonstrou “apoio inabalável” à democracia brasileira e ao livre arbítrio da população.
Além disso, conforme diz a nota, o presidente dos Estados Unidos “condenou a violência e o ataque às instituições democráticas e à transferência pacífica do poder”.
Dessa forma, além das questões políticas e democráticas, os dois líderes de governo pretendem trabalhar juntos em diversas pautas que permeiam o Brasil e os Estados Unidos, como:
- as mudanças climáticas;
- o desenvolvimento econômico;
- segurança;
- e acordos de paz.
Parceria firmada desde o ano passado
Vale ressaltar que as negociações para uma reunião entre Lula e Biden não iniciaram após os ataques dos bolsonaristas radicais, na capital federal.
Pois desde os resultados das eleições, que elegeram o novo presidente do Brasil, em novembro de 2022, Biden telefonou para Lula no intuito de se reunirem.
Porém, foi na cerimônia de posse de Lula ao cargo de presidente da República, em 1º de janeiro, que o convite para ir à Casa Branca foi oficializado. Aliás, é esperado que a reunião marcada para fevereiro restabeleça a influência do Brasil no mercado internacional.
Antes de se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Lula pretende se encontrar com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e com o presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, ainda no mês de janeiro. Dessa forma, a previsão de cada reunião é entre os dias 22 e 25 deste mês.
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