Quanto menor a renda do consumidor, mais ele acaba usando o limite do cartão de crédito. É o que revela uma pesquisa do aplicativo de gestão financeira e curadoria de produtos Guiabolso com cerca de 53 mil pessoas que têm ao menos um cartão de crédito. Do total de pessoas com cartões analisados, 11,6% usaram mais de 50% do limite do cartão em janeiro. Mas quando observado o porcentual de acordo com o tipo de cartão e tamanho da renda, o comprometimento é maior entre quem ganha menos.

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Quase 12% das pessoas usou mais de 50% do limite do cartão de crédito em janeiro

A pesquisa dividiu os cartões em 3 grupos: cartões Gold (de R$ 1 mil a R$ 7 mil de renda), Platinum (de R$ 7 mil a R$ 15 mil de renda) e Black (acima de R$ 15 mil de renda). Para a faixa mais baixa o comprometimento chega a 13% no grupo de pessoas que usaram mais de 50% do limite.

O contrário também é observado. Quanto maior a renda, maior é o comprometimento em faixas baixas, dentre aqueles que usaram até 25% do limite do cartão de crédito.

O diretor de produto e tecnologia do Guiabolso, Julio Duram, aponta dois motivos.

“O limite do cartão pode ser menor para quem tem renda mais baixa, o que faz com que em geral o comprometimento seja maior”, afirma. “Além disso, a própria renda é um fator. Quem ganha menos pode acabar sendo mais dependente do uso do cartão.”

Para Duram, o problema não está em concentrar os gastos no cartão de crédito. A bola de neve pode ocorrer se houver outros compromissos, como aluguel, parcela de algum financiamento ou empréstimo, ou mesmo contas básicas como alimentação e transporte.

Abaixo, o Guiabolso reuniu 5 dicas para não se enrolar no limite do cartão de crédito.

  • Não tenha um limite tão alto. Há alguns especialistas que falam que o limite do cartão de crédito deveria somar 50% da sua renda, outros falam em 60%, mas o fato é que não há um porcentual mágico. Tudo vai depender se você tem o hábito de concentrar tudo no cartão. Em todo caso, não tenha um limite muito próximo ao seu salário ou de um valor que o ultrapasse.
  • Acompanhe a fatura. Por mais que hoje em dia os cartões estejam cada vez mais digitais, nem todo mundo tem o hábito de acompanhar o tamanho da fatura ao longo do mês. Aí quando ela chega, é aquele susto.
  • Não tenha tantos cartões. Hoje em dia é fácil adquirir novos cartões, mas cuidado: o hábito pode dificultar o planejamento. Dois cartões, com duas datas de vencimento, já são o suficiente para você ter a opção de estender um pouco mais o pagamento.
  • Cuidado com as parcelas. Ao falar de gastos, as pessoas geralmente se lembram do consumo mais recente mas se esquecem daquele que foi feito no passado. A melhor opção de pagamento sempre é à vista, quando você pode negociar descontos. Mas se só consegue comprar parcelando, fique muito atento para já colocar as próximas mensalidades no seu planejamento.
  • Não pague o mínimo. Nem sempre fica claro na fatura, mas o valor mínimo de pagamento não é um parcelamento sem juros. Há cobrança de juros e eles são super elevados. Fuja desta opção de pagamento. Se não tiver como pagar a fatura completa, opte por pegar um empréstimo, pois os juros tendem a ser menores.

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Imagem: stockyimages via shutterstock