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Mudança nos preços dos combustíveis pode reduzir o IPCA de 2023; saiba mais

Entenda como os preços dos combustíveis impactam o IPCA e, consequentemente, o seu orçamento.

Em meio às constantes variações na economia, uma nova alteração nos preços dos combustíveis promete influenciar de maneira direta o IPCA de 2023. De acordo com anúncios recentes feitos pela Petrobras, e já previstos para a próxima semana, a gasolina terá seu preço reduzido em 4%, enquanto o diesel sofrerá um reajuste de 6,6%.

Segundo especialistas, isso pode gerar uma queda de 0,07 ponto porcentual e 0,14 p.p. no IPCA fechado de 2023. Conforme dados do IBGE, divulgados em 11 de outubro, o IPCA atual registra uma taxa de +0,26%, correspondente a setembro de 2023. Logo, esse é o segundo mês consecutivo em que a elevação dos preços dos combustíveis influencia na ascensão da inflação.

O que é o IPCA e como o preço dos combustíveis o afeta?

Mão de um homem abastecendo carro com gasolina
Imagem: jittawit21 / Shutterstock.com

O IPCA, ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, é um importante instrumento para medir as variações de preços de produtos e serviços consumidos pela população brasileira. Em outras palavras, é nosso principal indicador da inflação.

O comportamento dos preços dos combustíveis é determinante para o IPCA, visto que influencia diretamente em vários setores da economia. Por esse motivo, a queda prevista decorrente das recentes alterações nos preços dos combustíveis deverá ser refletida nos dados oficiais da inflação já em outubro. Porém, o auge deste impacto está sendo esperado para novembro.

Mesmo com essas alterações, os preços administrados devem manter uma alta expressiva, ou seja, em torno de 10,5% para 2023. Além disso, deve apresentar um crescimento de 5% no ano seguinte, conforme apontado pelo economista e chefe da Austin Rating, Alex Agostini.

Como isso impacta a sua vida?

A inflação representa, essencialmente, a diminuição do poder aquisitivo da população. Para contextualizar, se alguém gastasse R$ 100 em compras em um determinado mês, e houvesse uma inflação acumulada de 10% no ano subsequente, essa mesma compra custaria R$ 110.

Esta situação afeta, sobretudo, famílias com renda de até cinco salários-mínimos, onde grande parte do orçamento vai para despesas básicas, como alimentação e moradia. Nesse contexto, a elevação constante de preços pode comprometer o equilíbrio financeiro dessas famílias.

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Com isso, muitas passam a buscar empréstimos como solução. Contudo, em um cenário de crescimento da taxa Selic, essa pode se tornar uma opção de alto risco, dada a elevação dos juros e, consequentemente, das parcelas desses empréstimos.

Imagem: Studio4dich / shutterstock.com