Definitivamente, o sistema bancário está sendo digitalizado a uma velocidade sem precedentes. E a gigante das buscas está de olho nesse mercado. Em 2020, poderemos contar com uma opção de conta digital do Google, e a empresa deve vir forte, concorrendo até mesmo com a famosa NuConta, entre outras contas digitais como a do Banco Inter, Next, C6, etc. A informação é do Wall Street Journal.  Na verdade, não é bem o Google que vai lançar o novo serviço, e sim uma parceria com o Citigroup, e já tem nome: É o Projeto Cache!

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O que é o Projeto Cache, a conta digital do Google que chega em 2020?

O que é o Citigroup

O Citigroup Inc. é a maior empresa de serviços financeiros do mundo. Quem disse isso? Bom, foi a revista Forbes. Com sede na cidade americana de Nova Iorque, a instituição foi fundada no dia 7 de abril de 1998. A fusão entre o Citicorp e o Travelers Group deu origem ao Citigroup.

Conta Digital do Google: O Projeto Cache

O projeto Cache, além de envolver o Citigroup, também envolve uma cooperativa de crédito da Universidade de Stanford. “Pode ser um caminho um pouco mais longo, mas é mais sustentável”, segundo o gerente geral e vice-presidente de pagamentos do Google, Caesar Sengupta.

E fintechs como o Nubank, ou bancos tradicionais como Bradesco, Itaú e Santander, certamente tem motivos para se preocupar com a inserção do Google neste mercado. Como sabemos, esta gigante da tecnologia tem poder, e principalmente, influência digital. Afinal, é bem possível que você tenha chegado até este artigo através do buscador do Google.

Embora os planos do Google sejam bastante ambiciosos para essa iniciativa financeira, a adesão é baixa. Afinal, as pessoas não costumam trocar de conta-corrente, a não ser que tenham grandes vantagens. Mas com as novas contas digitais, fica difícil oferecer grandes vantagens. As contas como a NuConta e a conta do Banco Inter são grátis, proporcionam transferências gratuitas e possuem alta rentabilidade ou possibilidade de investimentos.

Problemas relativos à privacidade

Porém, o Google tem mais informação sobre todos nós (incluindo eu e você) do que todos os outros bancos que você conhece. Com o rastreamento que eles fazem através de seus serviços “grátis”, como Google Maps, Gmail e o próprio mecanismos de buscas, o Google sabe quanto você ganha, o que compra e aonde compra, além de quais serviços você assina. Ainda pelas buscas, provavelmente eles sabem até mesmo em quais bancos você tem uma conta, e podem usar todas estas informações para oferecer um serviço adequado ao cliente.

Mas, por outro lado, muitas pessoas estão cada vez mais receosas em compartilhar suas informações e abrir mão da sua privacidade. Portanto, a desconfiança dos usuários dos serviços Google pode acabar também sendo um empecilho para que o mesmo abra uma conta digital do Google.

As notícias do projeto Cachê chegaram logo depois da denúncia da existência do Projeto Nightingale. Este é uma conexão com a gigante da saúde Ascendant (norte-americana) que daria ao Google acesso a dados médicos pessoais de até 50 milhões de pessoas.

A existência do Project Cache é mais uma evidência de que a grande tecnologia está buscando desafiar a primazia do setor bancário.

Uma conta digital do Google seria uma concorrência desleal?

Outro possível problema que o Google poderá enfrentar é que os órgãos reguladores, como o Banco Central do Brasil, podem ver o poder de informação da Conta Digital do Google como uma forma de concorrência desleal com as outras empresas que oferecem o mesmo tipo de serviço.

A empresa ainda não informou sobre possíveis taxas cobradas por sua conta digital. É bem provável que a Conta Digital do Google seja vinculada ao Google Pay, que já está ativo e pode ser usado inclusive no Brasil. Para quem não sabe, o Google Pay é um serviço que visa facilitar e deixar mais seguro os pagamentos online. Com ele, você reúne todas as informações, de todos os seus cartões de crédito e débito, e inserindo elas lá apenas uma vez, poderá usar sempre que quiser, em diversos sites e aplicativos diferentes.

E você, o que pensa do uso de informações, como os coletados nos serviços do Google, em prol de seu próprio negócio financeiro? É de certa forma um “atentado” à privacidade, ou apenas o direito da empresa de usar suas informações em troca dos serviços gratuitos que são oferecidos?

Enfim, gostou de ficar sabendo disso?

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