Parece que o governo está querendo injetar ainda mais dinheiro na economia através do saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Na última quarta-feira (20) foi aprovado pelo Senado o projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) 889/2019, que permite o saque do FGTS de R$ 998, que representa um salário-mínimo vigente. A votação foi simtbólica e a MP já vai para sanção do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Com a medida, além dos R$ 42 bilhões já previstos pelo governo com a liberação de R$ 500 do FGTS, mais R$ 3 bilhões serão injetados na economia. Esses valores extras certamente impactarão positivamente a economia brasileira, ainda mais considerando a Black Friday e as festas de fim de ano.

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Trabalhadores agora podem fazer saque do FGTS no valor de R$ 998!

Como funcionará o saque do FGTS de R$ 998?

Anteriormente, o governo havia aprovado o saque do FGTS de R$ 500. Agora, foi aprovado um aumento no valor, com saque do FGTS de R$ 998. Já para quem for sacar todos os anos, no mês do aniversário, poderá sacar um valor relativo, com um percentual das contas de acordo com o saldo disponível na conta do FGTS do trabalhador.

Posso fazer novo saque do FGTS?

E se você já sacou os R$ 500 nesse ano, saiba que, após a sansão da Medida Provisória, será possível sacar o restante do valor, ou seja, R$ 498.

Os valores só poderão ser retirados por quem tinha até um salário mínimo nas contas do fundo até 24 de julho, quando a medida começou a valer. Os cotistas que se enquadram nas condições, mas que já retiraram os R$ 500 neste ano, poderão pedir o restante depois que a matéria for sancionada.

E você poderá escolher se prefere fazer o saque em todos os meses do seu aniversário (saque-aniversário) ou deixar o dinheiro lá, para retirar integralmente. O valor integral pode ser sacado em caso de demissão, compra de imóvel, reforma residencial ou compra de automóvel.

Caso você prefira sacar o FGTS anualmente, se seu saldo for menor, poderá sacar a metade do valor (por exemplo, se seu saldo é de apenas R$ 500, poderá sacar R$ 250). Já para quem tem contas mais altas, ou seja, mais de R$ 20 mil, serão liberados 5% do saldo (por exemplo, de R$ 20 mil seria R$ 1 mil).

Porque não vale a pena sacar o Fundo?

Historicamente, o FGTS é criticado por render abaixo da poupança, e principalmente por ser obrigatório (você não tem a opção de não usar o FGTS caso seja um trabalhador CLT). Porém, nos últimos tempos, o fundo do governo deixou de ser tão desvantajoso.

Com a redução da taxa básica de juros para 6%, podendo terminar o ano em 5,25%, os valores retidos no Fundo de Garantia devem serem mais vantajosos que uma aplicação na poupança. Mas se você acha que isso é não significa muito (afinal, a poupança nem rende tanto assim, não é mesmo?), saiba que o FGTS pode render mais até mesmo que o famoso Tesouro Direto.

Por lei, o FGTS paga 3% ao ano, mais a Taxa Referencial, que hoje está em zero. Isso é menos do que a inflação no ano atual, o que causa uma perda real. No entanto, o FGTS pode ter uma nova distribuição do lucro, fazendo com que o rendimento suba para 6,4%. De acordo com um anúncio do governo, será destinado aos trabalhadores 100% do lucro do fundo em 2018, que foi de R$ 12,2 bilhões. Todas as contas com saldo disponível até 31 de dezembro de 2018 serão beneficiadas.

FGTS pode render mais que Tesouro Direito e CDI

No ano de 2018, 50% do lucro de 2017, que soma o montante de R$ 6,23 bilhões, foram distribuídos aos trabalhadores, na proporção de R$ 17,20 para cada R$ 1 mil na conta. Isso representa 1,72% do valor total.
Caso a proporção se mantenha nessa nova distribuição, serão R$ 34,4 a cada R$ 1.000, 3,44% a mais do total da conta. Somados aos 3% de rendimento do FGTS, a conta teria um ganho de 6,4% livre de Imposto de Renda.

O FGTS, assim, se torna um investimento melhor que a atual da poupança, Tesouro Direto, LCI, LCA e CDB. O CDI acompanha a Selic e deve recuar com a taxa. Hoje o CDI está em 5,9%, com a Selic a 6%. Já o CDB, mesmo prefixado, rende menos que o FGTS por causa da incidência de Imposto de Renda. Em um ano de aplicação você paga 17,5% dos ganhos para a Receita Federal. O Tesouro Direto também perde em um ano de investimento.

Casos em que sacar é desvantajoso

Mas o FGTS tem a desvantagem de liquidez, ou sejam, você não pode sacar quando quiser. Outros investimentos, como a poupança e Tesouro Direto, permitem o saque. Embora agora haja os saques do FGTS, ainda é algo limitado, coisa que não ocorre com os outros tipos de investimento. Então, a decisão de sacar depende para que você está guardando esse dinheiro. No caso de compra de imóvel, reforma residencial, caso de doença e outros gastos que permitem o uso do FGTS, vale a pena deixar o dinheiro lá. Já como reserva de emergência, o FGTS não é uma opção, pois você não pode sacar quando bem entender.

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