Os Correios anunciaram, nesta quarta-feira (17), por meio do Diário Oficial da União, o lucro líquido da instituição durante o ano de 2019. Assim, os Correios informaram um lucro líquido no valor de R$ 102,1 milhões durante todo o ano passado. Entretanto, por mais que pareça alto, o valor corresponde a uma queda de 36% em comparação com o ano anterior (2018), quando o lucro registrado foi de R$ 161 milhões. As demonstrações contábeis vieram a tona no mesmo momento em que se discute uma possível privatização dos Correios por parte do governo.

Entretanto, apesar da queda, esse é o terceiro ano consecutivo que os Correios apresentam lucro após quatro anos de prejuízos. Assim, o lucro bruto obtido foi de R$ 2,7 bilhões, sendo o prejuízo acumulado da estatal reduzido para R$ 2,4 bilhões. Confira, a seguir, o que significa essa queda e o que o governo diz em relação à possibilidade de privatização dos Correios.

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Por que está sendo discutida a privatização dos Correios?

De acordo com os Correios, é importante, primeiramente, destacar que a estratégia da estatal, para o período 2019-2023, foi estruturada de acordo com a maturidade de seus negócios. Assim, o objetivo é buscar o progresso da empresa com foco em sua rentabilidade e crescimento. Nesse mesmo cenário, a empresa está na mira do presidente Jair Bolsonaro, que já demonstrou seu interesse na privatização dos Correios. Ainda em fevereiro deste ano, o mandatário já havia afirmado que algumas companhias seriam desestatizadas.

Conforme Bolsonaro, algumas instituições não serão privatizadas durante seu mandato, mas a privatização dos  Correios é uma realidade cada vez mais próxima. Até porque, segundo o presidente, a estatal já foi foco de escândalos no passado, além de representar um monopólio. Ou seja, para o presidente, justamente pelo fato de ser a empresa única no setor no país, não haveria razão para que a estatal tivesse prejuízos, como ocorreu em anos anteriores.

Bolsonaro reconhece complexidade para privatização e não garante quando ela ocorrerá

Entretanto, o governo também reconhece a complexidade em falar na privatização dos Correios, principalmente durante a pandemia. De acordo com o secretário-executivo, ainda é muito cedo para se falar no assunto, uma vez que ainda é difícil entender os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. No entanto, ele também reforçou que o governo tem interesse no programa de privatização dos Correios, entendendo que essa é uma medida importante para as reformas administrativas e fiscais.

Ainda em janeiro deste ano, Bolsonaro também afirmou seu desejo de realizar a privatização dos Correios, mas reconheceu as dificuldades desse processo. De acordo com o presidente, “não são fáceis as privatizações. Até o próprio Correio que a gente quer privatizar tem dificuldade. Se eu pudesse privatizar hoje, privatizaria. Mas não posso prejudicar o servidor “. Por fim, o presidente afirmou que não existem garantias de que até o final de seu mandato a privatização dos Correios se torne realidade.

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Imagem destacada: Jo Galvao / Shutterstock.com