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Projeção do PIB sobe em 2024: saiba qual é a estimativa da inflação

O Banco Central prevê queda na inflação para 2024 e crescimento do PIB. Acompanhe as atualizações e saiba mais sobre essas previsões!

O relatório Boletim Focus, divulgado na última quinta-feira (22), pelo Banco Central, trouxe uma redução na expectativa para a inflação de 2024. A projeção foi de 3,82% para 3,81%, após alta na semana anterior.

Os analistas também registraram um crescimento na estimativa do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para este ano subiu de 1,60% para 1,68%, uma alta de 0,08 pontos percentuais.

A divulgação das estimativas, que acontece normalmente às segundas-feiras, foi postergada devido à greve adotada pelos funcionários do Banco Central.

IPCA e PIB em destaque

Caiu a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2024, que foi de 3,82% para 3,81%. Contudo, a projeção para 2025 subiu de 3,51% para 3,52%. A estimativa de IPCA para 2026 se manteve estável em 3,50%.

Já a previsão do PIB para este ano teve um aumento. A projeção foi de 1,60% para 1,68%. Nas estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2024 subiu para 1,70%. A projeção para 2025 e 2026 se manteve em 2%.

Mulher parada em frente a prateleira de supermercado
Imagem: Ground Picture / shutterstock.com

A Relação Complexa entre PIB e Inflação: Um Mergulho Detalhado

O PIB (Produto Interno Bruto) e a inflação são dois indicadores macroeconômicos importantes que podem influenciar um ao outro de diversas maneiras, criando uma relação complexa e dinâmica.

1. Crescimento do PIB e Pressão Inflacionária:

  • Aumento da demanda: Um PIB em crescimento geralmente indica uma demanda agregada robusta por bens e serviços. Isso pode levar à pressão inflacionária, especialmente se a oferta não acompanhar o ritmo da demanda;
  • Aumento do consumo: Com o aumento do PIB, as pessoas geralmente têm mais renda disponível para consumir, elevando a demanda por bens e serviços e, consequentemente, os preços;
  • Aumento dos investimentos: O crescimento do PIB pode levar a um aumento nos investimentos em capital, elevando a demanda por recursos e mão de obra, o que pode contribuir para a inflação.

2. Recessão e Deflação:

  • Queda da demanda: Uma queda no PIB, como em uma recessão, pode levar à queda da demanda por bens e serviços, reduzindo a pressão inflacionária e até mesmo levando à deflação (queda generalizada dos preços);
  • Diminuição do consumo: Com a queda do PIB, as pessoas geralmente têm menos renda disponível para consumir, reduzindo a demanda por bens e serviços e pressionando os preços para baixo;
  • Ociosidade da mão de obra: A recessão pode levar ao aumento do desemprego e da ociosidade da mão de obra, reduzindo o poder de barganha dos trabalhadores e pressionando os salários para baixo, o que pode contribuir para a deflação.

3. Canais de Transmissão:

  • Expectativas: A expectativa de inflação pode influenciar o comportamento dos agentes econômicos, como empresas e consumidores, criando um ciclo de autoalimentação. Se as empresas e consumidores esperarem que a inflação continue alta, eles podem ajustar seus preços e salários de acordo, elevando ainda mais a inflação;
  • Política monetária: O Banco Central pode usar a política monetária para controlar a inflação, ajustando a taxa de juros. Uma taxa de juros mais alta pode reduzir a demanda agregada e, consequentemente, a inflação;
  • Choques de oferta: Choques de oferta, como crises de energia ou commodities, podem levar a um aumento repentino dos preços, elevando a inflação.

4. Fatores Moderadores:

  • Competitividade: A competitividade nos mercados pode ajudar a conter a inflação, pois as empresas são pressionadas a manter seus preços competitivos;
  • Globalização: A globalização pode levar a um aumento da oferta de bens e serviços, ajudando a conter a inflação;
  • Ancoragem cambial: A adoção de um regime de câmbio fixo pode ajudar a controlar a inflação, atrelando a moeda nacional a uma moeda com baixa inflação.

5. Considerações Adicionais:

  • A relação entre PIB e inflação não é linear, e outros fatores, como a política fiscal e a estrutura da economia, também podem influenciar a inflação;
  • É importante analisar o contexto específico de cada país para entender a relação entre PIB e inflação.

Expectativas para a Selic e dólar

A projeção para taxa básica de juros, a Selic, se manteve em 9% pela oitava semana consecutiva. Para 2025 e 2026, a expectativa é de 8,50%.

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Por fim, os economistas ajustaram suas expectativas para o dólar no final deste ano. A projeção para 2024 subiu de R$ 4,92 para R$ 4,93. Para 2025, a estimativa se manteve em R$ 5,00.

Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com