Haddad confirma nova âncora fiscal até abril
Haddad criticou a situação financeira que o Governo Lula herdou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro respondeu aos jornalistas durante sua passagem por Davos, na Suíça, onde esteve acompanhado da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, representando o Brasil no Fórum Econômico Mundial. Segundo Haddad:
“Recebemos uma herança delicada do governo anterior. Foi uma irresponsabilidade o que foi feito durante a eleição, medidas tomadas sem nenhum amparo técnico, mas não podemos pensar apenas em reverter. Se apenas revertemos, vamos nos debruçar no que estava se passando, baixo crescimento, concentração de renda”.
A proposta de âncora fiscal é uma das cobranças feitas pelo mercado financeiro para que gastos sejam segurados. Junto ao arcabouço fiscal, o Ministro da Fazenda tem como intuito incluir a reforma tributária, recentemente defendida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
As informações são de que a reforma também já está sendo considerada e discutida no Congresso. A medida permitiria maior sustentabilidade para a economia nacional.
Momento de reorganização para a economia do país
Para Haddad, a proposta da âncora fiscal tem a função de organizar as finanças do Brasil para que se pense em desenvolvimento:
“Você tem que estar com as contas arrumadas, mas para desenvolver o país você precisa de uma política proativa de mapear as possibilidades do país […] O fiscal é uma parte da lição de casa, mas ela não é a agenda econômica completa se você for pensar em desenvolvimento sustentável”.
Por fim, o ministro afirmou que sua ida ao Fórum junto com a ministra Marina Silva foi com a missão de “tranquilizar a comunidade internacional” quanto à funcionalidade do país na busca por desenvolvimento.
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil