Petrobras, Santander, Motiva, Ambipar e Intelbras: o que esperar das ações hoje (30)
O radar corporativo desta quarta-feira (30) traz os destaques mais recentes sobre os resultados financeiros das principais empresas brasileiras e o impacto de decisões corporativas no mercado. Entre os dados mais aguardados estão os relatórios de produção e vendas da Petrobras (PETR4), o desempenho financeiro do banco Santander (SANB11), Motiva (MOTV3), Intelbras (INTB3), além de outras movimentações relevantes no cenário empresarial.
Destaques:
O radar corporativo de 30 de julho de 2025 traz os principais resultados financeiros das empresas como Petrobras, Santander, Intelbras e mais!
Aos investidores, analistas e interessados no mercado corporativo, confira abaixo os principais destaques desta quarta-feira, incluindo os resultados financeiros, aquisições, recompra de ações e as previsões para os próximos trimestres.
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Petrobras (PETR4): Crescimento na Produção de Petróleo
A Petrobras (PETR4) apresentou um bom desempenho no segundo trimestre de 2025, com destaque para o crescimento de sua produção de petróleo no Brasil. A estatal aumentou sua produção em 7,6% no período de abril a junho, atingindo uma média de 2,32 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), comparado a 2,16 milhões de bpd no mesmo período de 2024.
Impacto da Produção Operacional
O avanço operacional nas novas plataformas, apesar das paradas programadas e declínio nos campos maduros, contribuiu significativamente para o aumento na produção. A empresa continua focada em otimizar suas operações e aumentar a capacidade de extração, buscando mitigar o impacto da maturação dos campos existentes e das flutuações nos preços internacionais do petróleo.
Santander (SANB11): Lucro em Declínio
O Santander Brasil (SANB11) reportou lucro líquido gerencial de R$ 3,659 bilhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), o que representa uma redução de 5,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Detalhamento dos Resultados
O lucro contábil do banco somou R$ 3,593 bilhões no 2T25, apresentando uma queda de 5% frente ao trimestre anterior. Esse desempenho reflete o impacto da desaceleração da economia brasileira e o aumento da inadimplência, fatores que afetam diretamente o desempenho do setor financeiro.
Motiva (MOTV3): Lucro Significativo
A Motiva (MOTV3), anteriormente conhecida como CCR, registrou um salto no lucro líquido de R$ 897,24 milhões no segundo trimestre, comparado a R$ 267,92 milhões no mesmo período de 2024. Esse crescimento é atribuído principalmente à repactuação do contrato da BR-163, no Mato Grosso do Sul.
Impacto Positivo da Repactuação
A otimização contratual da BR-163 gerou um ativo fiscal diferido na concessão, impactando positivamente o resultado em R$ 480 milhões. A empresa, focada em infraestrutura de mobilidade, continua avançando em sua estratégia de reposicionamento e fortalecimento do portfólio de concessões.
Intelbras (INTB3): Crescimento de Lucros e Ebitda
A Intelbras (INTB3) anunciou lucro líquido de R$ 136,3 milhões no segundo trimestre de 2025, marcando um avanço de 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem líquida foi de 10,9%, um resultado positivo para a companhia, que segue expandindo sua presença no mercado de soluções tecnológicas.
Resultados Operacionais
O Ebitda ajustado da Intelbras somou R$ 154,4 milhões, representando um impressionante crescimento de 90,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem do Ebitda foi de 12,4%, mostrando uma forte recuperação e uma gestão eficiente, com crescimento nos segmentos de soluções de segurança e telecomunicações.
Bradesco (BBDC4): Expectativa de Bom Desempenho
O Bradesco (BBDC4) está projetando um bom desempenho para o segundo trimestre de 2025, com lucro estimado em R$ 6 bilhões e um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 14,5%. Embora haja uma leve desaceleração no crescimento da carteira de crédito, o banco mantém uma boa qualidade de ativos e uma forte base de clientes.
Previsões para o Segundo Trimestre
A XP Investimentos prevê um trimestre sólido para o Bradesco, com aumento moderado na inadimplência e controle sobre os custos de risco. O banco continua mantendo sua estratégia de expansão, com ênfase em produtos mais seguros e na digitalização dos serviços bancários.
TIM (TIMS3): Expectativa de Crescimento
A TIM (TIMS3) também se prepara para um crescimento moderado no segundo trimestre de 2025. A XP Investimentos estima que a empresa verá um aumento de 5,6% nas receitas de serviços móveis, impulsionado pelo segmento pós-pago, que deve crescer 11%, enquanto o pré-pago tende a sofrer uma leve queda de 12%.
Projeções e Expectativas
O Ebitda estimado da TIM é de R$ 3,4 bilhões, com uma margem de 50,5%, enquanto o lucro líquido projetado é de R$ 897 milhões, refletindo um aumento de 15% em comparação ao ano passado. A recomendação da XP é neutra, com preço-alvo de R$ 21.
Ambipar (AMBP3): Decisão da CVM
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reviu sua posição e concluiu que não estão configurados os requisitos para obrigar o acionista controlador da Ambipar (AMBP3) a realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) por aumento de participação acionária. Essa decisão afasta um potencial impacto sobre a empresa e dá mais tranquilidade para os investidores.
Grupo Ultra (UGPA3): Recompra de Ações
O Grupo Ultra (UGPA3) concluiu seu programa de recompra de ações, adquirindo 25 milhões de ações ordinárias da companhia, o que corresponde a 100% do valor previsto no programa. Essa ação visa aumentar o valor das ações e proporcionar retornos mais expressivos para os acionistas no longo prazo.
Simpar (SIMH3): Financiamento do BNDES
A Simpar (SIMH3), por meio de sua subsidiária Ciclus Ambiental Rio, recebeu um repasse de R$ 50 milhões do BNDES, por meio do Fundo Clima e da Linha Saneamento. Este financiamento faz parte de um total de R$ 125,7 milhões aprovados para a empresa, que será utilizado para melhorar as condições de saneamento e infraestrutura em várias regiões.
Priner (PRNR3): Aquisição de Empresa
A Priner (PRNR3) firmou um acordo para adquirir 60% do capital social de uma empresa do setor de mineração, com o objetivo de expandir suas operações e fortalecer sua posição no mercado. A aquisição está alinhada com a estratégia de diversificação da companhia e aumento do portfólio de serviços.
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