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Real é a segunda moeda que mais desvalorizou em 2024

O Real se desvalorizou 12,4% em 2024, tornando-se a 2ª moeda que mais perdeu valor no mundo. Entenda os motivos

O real brasileiro vive um momento de desvalorização preocupante. Em 2024, a moeda já acumula uma queda de 12,4%, segundo levantamento feito pela Elos Ayta Consultoria a pedido da CNN Brasil. Assim, esse desempenho negativo coloca o real na segunda posição entre as moedas que mais perderam valor no mundo, ficando atrás apenas do iene, moeda do Japão.

Dessa forma, durante o decorrer do ano, a desvalorização do Real frente ao dólar atingiu índices preocupantes, com a moeda norte-americana chegando a R$ 5,441. Esse movimento de alta, representando um crescimento de 12,40% em relação ao Real, não é um fenômeno isolado e está atrelado a uma série de fatores tanto externos quanto internos.

Impactos internacionais na queda do Real

Portanto, no cenário externo, apesar de momentos anteriores de otimismo em relação às baixas de juros nos Estados Unidos, o começo de 2024 trouxe uma mudança de perspectiva. Com a economia norte-americana demonstrando força e o mercado de trabalho aquecido, os cortes esperados nos juros pelo Federal Reserve (Fed) foram adiados.

Adicionalmente, os conflitos geopolíticos recentes, como os enfrentamentos entre Irã e Israel em abril, também tiveram um papel na postergação desses cortes. Assim, esse contexto internacional tumultuado tem reflexos diretos nas moedas emergentes, incluindo o Real.

Pilha com notas de real nos valores de 100, 200 e 50 reais e algumas moedas de 1 real
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Desafios internos

Além disso, internamente, o cenário não é menos complexo. As questões fiscais, em particular, têm sido uma fonte de pressão. Pois, a percepção de risco fiscal se intensificou, impactando negativamente na confiança dos investidores. 

Isso aumentou com as revisões das metas fiscais pelo governo, que mudaram de um superávit planejado para um déficit primário zero, gerando receios quanto ao compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.

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Adicionalmente, outras medidas, como a tentativa de fechar brechas na legislação sobre o crédito presumido PIS/Cofins e na compensação PIS/Cofins limitada, também foram alvo de críticas e geraram resposta negativa no mercado. Assim, esses movimentos ressaltam a complexidade do ambiente econômico brasileiro e sugerem um caminho difícil pela frente.

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