O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista – registrou avanço de 4,8% em dezembro contra novembro, já descontados os efeitos sazonais. No ano de 2019, o indicador fechou com queda de 2,7% em relação a 2018. Já em relação ao mesmo mês do ano passado houve alta de 1,9%.

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Recuperação de crédito do consumidor

Em termos regionais, o ano de 2019 apresentou alta apenas na região Norte (2,2%). Em sentido oposto, na região Sul foi registrada a maior redução (-7,5%), seguida do Centro-Oeste (-3%), Nordeste (-2,2%) e Sudeste (-1,9%).

Na comparação mensal, contudo, todas as regiões registraram avanço em dezembro. Já na comparação interanual (dezembro de 2019 contra dezembro de 2018), apenas a região Sul (-3,1%) apresentou resultado negativo.

Se, por um lado, o indicador de registros de inadimplência vem apresentando queda em 12 meses, sugerindo que boa parte dos consumidores ainda estão conseguindo manter em dia o pagamento de novas dívidas, por outro lado, apesar do avanço nos últimos meses, o indicador de recuperação também segue negativo nesta base de comparação (-2,7% em dezembro), mostrando a dificuldade que os consumidores com dívidas em atraso encontraram para reequilibrarem sua situação financeira e saírem do cadastro de inadimplentes ao longo de 2019. Entre os principais fatores por trás desta dificuldade, é possível apontar os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra e o fraco crescimento da renda.

Comparação mensal

Na comparação mensal, por sua vez, o indicador de recuperação avançou novamente. Após alta em julho, o indicador recuou em agosto, mas voltou a subir nos quatro últimos meses, para o que ainda pode ter colaborado no mês o resgate dos recursos do FGTS, em grande parte dos casos utilizados pelos consumidores para o pagamento de dívidas atrasadas – de acordo com pesquisa da Boa Vista, 56% dos que fariam o saque do FGTS utilizariam o dinheiro para pagar as contas, sendo que 42% iriam pagar as atrasadas e 14% as contas que estavam em dia.

Favorece também o aumento da recuperação a redução das taxas de juros, que abre oportunidades aos consumidores de renegociação das dívidas atrasadas.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. Em janeiro de 2014 houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível aqui neste link.

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Imagem: enciktepstudio via shutterstock.com