De acordo com os dados do IBGE desta quarta-feira, cerca de 89 milhões de domicílios já foram visitados e 184 milhões de pessoas já responderam a pesquisa. Então, a nova previsão é que os resultados saiam em abril.
Atrasos no Censo
Primeiramente, é preciso destacar que a primeira previsão de término da pesquisa era em outubro de 2022. Contudo, o prazo foi adiado para dezembro, o que não se cumpriu e fez com que o IBGE adiasse o resultado para janeiro de 2023.
Apesar disso, pela terceira vez, a pesquisa não cumpriu o prazo estabelecido, o que levou o IBGE a adiar o resultado mais uma vez nesta quarta-feira.
Polêmicas envolvendo a pesquisa do IBGE
Como dito anteriormente, o anúncio de adiamento vem um dia depois do Conselho Diretor do IBGE divulgar uma nota informando que o Censo é transparente.
Em suma, o contexto dessa nota é que Roberto Olinto, ex-presidente do instituto, declarou à Folha de S. Paulo que o Censo 2022 é uma “tragédia absoluta”. Diante dessa declaração, a comissão destacou a “transparência na divulgação dos dados censitários”.
Diminuição da população brasileira
Primeiramente, a população brasileira demonstrou uma diminuição na pesquisa de 2022, os dados em baixa são reflexo de um menor número de nascimentos. Ainda que no Brasil o número de pessoas que nascem seja maior do que as que morrem, a diferença diminui cada vez mais.
Ou seja, por meio da análise desses dados é possível concluir que a população brasileira está envelhecendo. Essa situação pode ter forte impacto na força de trabalho, na previdência e na saúde. Portanto, daqui algumas décadas, o país pode começar a diminuir.
As mortes por Covid-19 aumentaram muito a mortalidade no país, algo que não pode ser desconsiderado, visto que contribuiu ainda mais para que o crescimento populacional diminuísse.
O número de nascimentos também é outro fator, visto que já estava em queda e diminuiu ainda mais neste período. Essa situação é resultado do isolamento social e o adiamento da gravidez.
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