ATENÇÃO: servidores do Banco Central farão greve no dia 11 de janeiro
Servidores do Banco Central fazem greve em protesto contra o MGI. Greve promete "apagão" nos serviços, afetando atendimento ao público.
Por Bruna Machado
O Sindicado Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) comunicou na última quinta-feira (28) que os servidores do Banco Central (BC) aprovaram a realização de uma greve. A paralisação será de 24 horas.
A saber, o protesto ocorrerá no dia 11 de janeiro e surge em resposta ao que a categoria classifica como “descaso” por parte do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Confira os detalhes a seguir!
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Falta de propostas concretas do governo resulta em greve de servidores do Banco Central
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
Vale ressaltar que, segundo o Sinal, a greve ocorre em virtude das concessões assimétricas feitas a outras categorias. Entre elas, estão policiais federais e auditores da Receita Federal.
Além disso, os servidores do BC acusam a pasta de negligenciar suas demandas. “Enquanto para os servidores da PF e da SRF houve propostas concretas, para o BC só existiu enrolação”, afirmou a nota do Sinal.
Consequências da paralisação
A categoria alerta que a greve provocará um “apagão” nos serviços do órgão, afetando o atendimento ao mercado e ao público. Além disso, acarretará em possíveis cancelamentos de reuniões com o sistema financeiro e problemas de manutenção em sistemas do BC.
Além das reivindicações, a categoria iniciará a entrega de funções comissionadas, em que servidores que ocupam estas funções se comprometem a entregá-las. Isso caso o governo não avance nas negociações.
Pleitos da categoria
Em resumo, os servidores do BC reivindicam a criação de uma Retribuição por Produtividade Institucional, ajuste nas tabelas de salário, exigência de nível superior para o cargo de técnico e mudança do nome do cargo de analista para auditor.
Com a greve, no entanto, o Sinal alerta para possíveis atrasos e interrupções em projetos importantes, como a manutenção do Pix e a supervisão de prevenção à lavagem de dinheiro.
O presidente do Sinal, Fábio Faiad, destaca a urgência de uma resposta do governo para corrigir as disparidades e ressalta que o funcionalismo está disposto a lutar por seus direitos. “Não faz sentido atender a apenas Receita Federal e Polícia Federal: o BC merece ser respeitado”, reforça ele.
Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.