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Tarifa Social dará conta de luz grátis a partir de julho; saiba quem tem direito

Nova Tarifa Social garante isenção na conta de luz para famílias de baixa renda, idosos, indígenas e quilombolas a partir de julho.

A partir de 5 de julho, começa a valer a nova Tarifa Social de Energia Elétrica, que promete aliviar o bolso de milhões de brasileiros. Com a reformulação, mais de 17 milhões de residências — cerca de 60 milhões de pessoas — serão diretamente beneficiadas. A medida faz parte da reforma do setor elétrico aprovada em maio deste ano.

Com as novas regras, a expectativa do governo é de que aproximadamente 44 milhões de consumidores sejam impactados positivamente, seja por meio de descontos expressivos, seja pela gratuidade total da conta de energia, conforme a faixa de consumo e os critérios sociais.

Como funciona a Tarifa Social na prática?

Tarifa Social
Imagem: Freepik

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O desconto é automático ou precisa solicitar?

O acesso à Tarifa Social ocorre de forma automática. Para isso, é necessário que:

  • O responsável pelo contrato de energia — aquele cujo nome consta na fatura — esteja devidamente cadastrado no Cadastro Único (CadÚnico) e/ou seja beneficiário do BPC.
  • As informações estejam atualizadas junto ao governo e à concessionária de energia.

E se eu não estiver no CadÚnico?

Caso o consumidor atenda aos critérios de renda, mas ainda não esteja inscrito no CadÚnico, é necessário procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para fazer o cadastramento. Sem esse registro, o desconto ou a gratuidade não podem ser aplicados.

Impacto social e econômico da nova Tarifa Social

Quantas pessoas serão beneficiadas?

De acordo com dados do governo federal, o alcance da nova Tarifa Social é expressivo. Veja a divisão por regiões:

RegiãoFamílias beneficiadasPessoas impactadas
Nordeste7,75 milhões27,1 milhões
Sudeste5,69 milhões19,9 milhões
Norte1,65 milhão5,78 milhões
Sul1,26 milhão4,42 milhões
Centro-Oeste1,03 milhão3,61 milhões

Critérios de consumo: como não perder o benefício

Limites estabelecidos

  • Conta de luz gratuita: consumo até 80 kWh/mês.
  • Desconto na tarifa: consumo até 120 kWh/mês.

Ultrapassando esses limites, a cobrança será proporcional apenas ao que exceder o valor máximo permitido para gratuidade ou desconto.

O que é considerado no consumo?

O consumo de energia é calculado com base no uso de eletrodomésticos, iluminação, equipamentos eletrônicos e outros dispositivos que dependem da rede elétrica. Portanto, é fundamental que as famílias se atentem aos hábitos de consumo para não perderem o direito à isenção total.

Como saber se estou recebendo o benefício?

Aneel
Imagem: Freepik e Canva

As distribuidoras de energia informarão diretamente na fatura se a Tarifa Social foi aplicada. No documento, haverá um campo indicando o desconto ou a isenção da CDE e, nos casos de gratuidade, o valor da fatura constará como R$ 0,00, desde que o consumo esteja dentro do limite de 80 kWh.

Dúvidas frequentes (FAQ)

Quem tem direito à Tarifa Social gratuita?

Famílias inscritas no CadÚnico, beneficiários do BPC, idosos acima de 65 anos, quilombolas e indígenas, desde que o consumo não ultrapasse 80 kWh mensais.

Preciso solicitar o benefício?

Não. O desconto é automático, desde que os dados estejam atualizados no CadÚnico e o titular da conta esteja registrado.

E se eu ultrapassar o limite de consumo?

Se passar dos 80 kWh para gratuidade, paga-se apenas o excedente. Para quem tem direito ao desconto até 120 kWh, o desconto permanece, mas se ultrapassar esse valor, perde-se o benefício naquele mês.

Onde posso atualizar meu cadastro?

Procure o CRAS mais próximo da sua residência para atualizar ou realizar seu cadastro no CadÚnico.

Considerações finais

A nova Tarifa Social representa um avanço significativo na inclusão social e na redução das desigualdades energéticas no Brasil. A partir de julho, milhões de brasileiros terão acesso à energia elétrica de forma gratuita ou com descontos expressivos, aliviando as despesas das famílias de baixa renda, especialmente nas regiões mais vulneráveis do país.

Além de ser um benefício econômico, essa medida também é uma estratégia de combate à pobreza energética, assegurando dignidade, conforto e bem-estar às famílias que mais precisam.