Os aluguéis geralmente são reajustados com base em dois índices de inflação: IGP-M e IPCA. No entanto, durante a pandemia, a valorização do dólar impactou diretamente o IGP-M. Outro fator responsável pelo impacto nesse índice foi o aumento nos preços das commodities. Isso, portanto, levou muitos proprietários e inquilinos a optarem pela troca desse índice pelo IPCA.
Cidades têm aumentos assustadores no valor do aluguel
O levantamento considerou os preços de locação de anúncios de imóveis em 25 cidades do país. Além disso, abrangeu apenas os reajustes de novos contratos de locação, excluindo os imóveis já alugados. Assim, algumas cidades registraram aumentos significativos nos aluguéis, como Goiânia, com um aumento de 24,03%, e Florianópolis, com 23,72%.
Analistas do setor imobiliário apontam a alta da taxa de juros como uma das principais causas para o aumento nos preços dos aluguéis. Isso tornou o crédito imobiliário mais caro e reduziu o acesso aos financiamentos para a compra de imóveis, aumentando a demanda por aluguel e, consequentemente, os preços das locações.
Como se adequar ao aumento no valor dos aluguéis
Os novos aluguéis não aumentam exatamente conforme os reajustes anuais nos contratos. No entanto, podem servir de base para pedir aumentos mais significativos na renovação.
Especialistas recomendam usar o IPCA como índice, uma vez que ele reflete melhor o custo de vida do consumidor e possui variações menores, evitando surpresas desagradáveis como as que ocorreram com o IGP-M em 2021.
Com o cenário atual, inquilinos e proprietários devem ficar atentos e buscar soluções para lidar com esses aumentos nos aluguéis. Afinal, garantir um lar é um direito fundamental de todo cidadão, e medidas conscientes podem fazer toda a diferença nessa situação desafiadora.
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