A empresa solicitou ao governo de Rishi Sunak a renegociação do tratado comercial resultante do Brexit, visando a manutenção da fábrica de Ellesmere Port, uma das duas instalações que possuem no país.
A solicitação não foi uma ameaça, mas, sim, um alerta. A Stellantis enfrenta uma série de obstáculos, incluindo a guerra na Ucrânia, a inflação elevada (superior a 10% no Reino Unido) e as tensões na cadeia de suprimentos. Esses fatores têm afetado seus planos de produzir uma nova geração de veículos elétricos.
O tratado comercial negociado entre Londres e Bruxelas estabelece as “regras de origem”. Ou seja, a partir de 2024, qualquer bem produzido em uma fábrica britânica deve ter pelo menos 45% de componentes de origem local, para evitar uma tarifa de exportação de 10%.
As baterias de veículos elétricos representam cerca da metade do custo total. Além disso, 80% dos carros fabricados no Reino Unido são destinados à exportação.
A direção da empresa alertou que não haverá produção suficiente de baterias no Reino Unido, nem na Europa, até 2025 ou 2030, mesmo que essa condição seja fundamental para cumprir as regras de origem do atual Acordo de Comércio e Cooperação.
A Stellantis ressalta que isso representa uma ameaça para seu negócio de exportação e para a sustentabilidade de suas fábricas no Reino Unido. Por isso, a empresa pede ao governo do Reino Unido que reconsidere seus acordos comerciais com a Europa.Confira no link abaixo quais são as soluções que a Stellantis está buscando.