A Caixa está FALINDO?

Se o Auxílio Brasil não for prorrogado, a Caixa Econômica Federal vai à falência.  Isso foi o que disse Fernando Haddad (PT), nomeado o futuro ministro da Fazenda, durante uma entrevista à GloboNews.

Segundo ele, a concessão do consignado do programa poderia ser responsável pelo prejuízo ao banco estatal em caso de exclusão de usuários.

O novo ministro da Fazenda disse: “se a gente não prorrogar o Auxílio Brasil, a Caixa quebra” ao se referir a liberação do empréstimo entre o 1° e 2° turno das eleições. 

Durante esse período, milhões de beneficiários contrataram o consignado, apesar do Ministério da Cidadania já saber da necessidade de uma averiguação cadastral.

Apesar da fala de Haddad chamar atenção, não significa que a Caixa está realmente quebrando por causa da liberação do consignado do Auxílio Brasil, muito menos que o banco faliu por conta do dinheiro que foi emprestado.  O que foi dito pelo novo ministro da Fazenda está relacionado aos valores emprestados durante as eleições.

Aliás, o novo ministro da Fazenda quis dizer que a concessão  realizada pelo governo Bolsonaro durante os turnos das eleições representa um risco para a Caixa em uma casa específica: se os beneficiários foram excluídos do Auxílio Brasil.

Isso porque se a pessoa não conseguir pagar o que falta, o banco público corre o risco de inadimplência. O Auxílio Brasil é usado como garantia, por isso a dívida pertence ao beneficiário, não à União.

Sendo assim, caso uma família seja excluída do programa, o ex-usuário deverá continuar pagando as parcelas restantes.  O problema é que os cidadãos contemplados pelo benefício são pessoas que precisam de ajuda financeira do governo para sobreviver.

Vale lembrar que, em janeiro, um processo de averiguação cadastral será iniciado. Durante a apuração, os beneficiários irregulares serão retirados do Auxílio Brasil. Entre no link abaixo e leia também sobre a redução do valor do Auxílio Brasil.