Recentemente, a modalidade atingiu a marca de 455% ao ano e é a mais cara presente no mercado. Não à toa, foi criado um grupo de trabalho com o Banco Central (BC) para tentar amenizar a alíquota.
Em certo momento, chegou a ser cogitada a extinção da linha de crédito. Mas, nada nesse sentido foi confirmado até o momento. A solução defendida a partir do debate deve ser apresentada em 90 dias.
Para Haddad, a situação do crédito rotativo amplia o nível de endividamento entre os brasileiros e tem maior impacto sobre a população de baixa renda. No mês de julho, o índice de inadimplência relacionada ao serviço ficou em 49,1%.
O crédito rotativo começa a ser cobrado quando os consumidores não realizam o pagamento integral da fatura do cartão dentro do prazo de vencimento. Desse modo, sobre a diferença entre o valor pago e o total, passam a incidir os juros. A quantia torna-se uma espécie de empréstimo.
Diante do cenário de taxas muito elevados para a modalidade, a dívida das pessoas que caem nessa situação só aumenta e de forma expressiva. É por isso que tem sido defendida uma redução nos juros cobrados pelas instituições financeiras.