Ex-chefe da Oi recebe multa de quase R$ 200 milhões por pagamento de bônus irregular

A fusão entre a Oi e a Portugal Telecom em 2014, marcou o início de uma derrocada para a operadora brasileira.

Agora, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou uma decisão histórica, condenando ex-executivos e conselheiros da Oi por autorizarem pagamentos irregulares de bônus após a fusão.

Zeinal Bava, então presidente da Oi na época, enfrentou a maior punição: uma multa de R$ 169,5 milhões e uma proibição de atuar no mercado financeiro por uma década.

O valor da multa corresponde a 2,5 vezes o bônus que Bava recebeu na época, corrigido pela inflação.

A decisão da CVM revelou que os pagamentos de bônus foram aprovados por meio de trocas de e-mails, sem passar pelo crivo do conselho de administração nem da assembleia de acionistas.

Zeinal Bava não apenas beneficiou a si mesmo, como também determinou bônus para outros membros da equipe, como Bayard Gontijo, diretor financeiro, José Mauro Ferreira, presidente do conselho de administração, e José Augusto Figueira, conselheiro suplente.

Além disso, as remunerações excederam o limite estabelecido para os administradores da empresa naquele ano.

Os executivos alegaram que os bônus foram concedidos em reconhecimento à dedicação extraordinária durante o processo de fusão, que exigiu esforços além de suas atribuições habituais. No entanto, a CVM não acatou esses argumentos. E ainda, enfatizou a gravidade das infrações cometidas pelos envolvidos.

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