Agora, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou uma decisão histórica, condenando ex-executivos e conselheiros da Oi por autorizarem pagamentos irregulares de bônus após a fusão.
Zeinal Bava, então presidente da Oi na época, enfrentou a maior punição: uma multa de R$ 169,5 milhões e uma proibição de atuar no mercado financeiro por uma década.
A decisão da CVM revelou que os pagamentos de bônus foram aprovados por meio de trocas de e-mails, sem passar pelo crivo do conselho de administração nem da assembleia de acionistas.
Zeinal Bava não apenas beneficiou a si mesmo, como também determinou bônus para outros membros da equipe, como Bayard Gontijo, diretor financeiro, José Mauro Ferreira, presidente do conselho de administração, e José Augusto Figueira, conselheiro suplente.
Os executivos alegaram que os bônus foram concedidos em reconhecimento à dedicação extraordinária durante o processo de fusão, que exigiu esforços além de suas atribuições habituais. No entanto, a CVM não acatou esses argumentos. E ainda, enfatizou a gravidade das infrações cometidas pelos envolvidos.