Após diminuir os juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS, a equipe econômica do governo voltou sua atenção para o rotativo do cartão de crédito.
O medo que circula no mercado é que o governo procure formas de limitar a cobrança dessas tarifas. Consequentemente, empresas que oferecem cartões de crédito para os seus clientes, como o Nubank, podem ver suas receitas diminuírem.
Atualmente, a taxa do rotativo do cartão de crédito alcançou o seu maior valor desde 2017: 411,5% ao ano, mais de 34% ao mês. Isso acabou gerando críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que acredita ser necessário encontrar formas para reduzir essa tarifa.
A preocupação dos bancos, entretanto, é que aconteça uma limitação como ocorreu com o cheque especial, cujos juros têm um teto de 8% ao mês. Nesse cenário, o Nubank seria o mais prejudicado caso fosse aprovado um limite para o rotativo do cartão.
Já que o lucro Ebitda (antes de juros e impostos) poderia ter um impacto negativo de 20%. Para efeito de comparação, Santander e Bradesco teriam um impacto de 11%,o Inter de 3%, enquanto o Itaú sofreria com 6%.