Os servidores do Banco Central decidem manter paralisação

Os servidores do Banco Central, que estão em greve há quase três meses, decidiram manter a paralisação até a próxima  segunda-feira (4).

A categoria deliberou por continuar parada até o último dia possível para a concessão de aumentos salariais estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o Sindicato Nacional de Funcionários do BC (Sinal), no dia 4 os servidores farão um ato virtual pela valorização da carreira por meio de protestos contra a intransigência na postura do presidente da instituição, Roberto Campos Neto. 

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Congresso teria que aprovar, até 30 de junho, reajustes que reponham perdas com a inflação, contudo a lei teria que entrar em vigor no dia 4 de julho.

A greve teve início no dia 1º de abril, entretanto foi suspensa entre os dias 20 de abril e 2 de maio, em “voto de confiança” ao presidente do Banco Central e na tentativa de avançar nas tratativas com o governo.  Porém, não houve novidades, o que levou ao retorno da paralisação no dia 3 de maio.

Com a greve, há atraso na divulgação da taxa Ptax diária, que tem deixado o mercado financeiro em constante atenção, além da suspensão das divulgações regulares do Banco Central, como o Boletim Focus, dados do fluxo cambial e as estatísticas fiscais de crédito e do setor externo. 

Já os projetos especiais, como a expansão do open banking e a segunda fase de consultas de saques de valores esquecidos, estão suspensos. Arraste para cima e veja a matéria completa.