Segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), lares chefiados por pessoas do gênero feminino estão sentindo mais fome.
A pesquisa da Rede Penssan aponta que os lares onde residem crianças com até 10 anos de idade também foram castigadas pelos índices de fome e de insegurança alimentar. Para o público, a fome era de 9,4% em 2020, passando para 18,1% em 2021.
Em relação à região, o Norte apresenta uma situação particularmente mais grave. Segundo o levantamento, é de 51,9% a taxa de domicílios com crianças menores de 10 anos em insegurança alimentar.
O resultado trazido pelo levantamento acrescenta ainda mais ao argumento de que as famílias chefiadas unicamente por mães solo precisam de mais ajuda para enfrentar as dificuldades financeiras.
Nos meses em que os pagamentos do Auxílio Emergencial foram realizados, o público recebia uma quantia maior que as liberadas aos demais usuários do benefício. Porém, esse esquema não continuou a ser aplicado nos repasses do Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família).