Os pacotes de telefonia móvel que incluem uma quantidade limitada de dados para acessar aplicativos como WhatsApp, Twitter, Waze e YouTube se tornaram populares no Brasil.
A reavaliação se deve, em parte, ao movimento global contra o serviço e às críticas por entidades como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). As instituições acreditam que esses pacotes limitam as opções dos usuários, direcionando-os para os aplicativos gratuitos e impedindo a competição.
A discussão para abolir o “zero rating” não é nova. Países da Europa e a Índia, por exemplo, já deixaram a prática de lado. Como resultado, os pacotes de dados ficaram maiores, permitindo que os usuários tenham mais liberdade para escolher o que acessar.
As três maiores empresas de telefonia móvel do Brasil — Claro, TIM e Vivo — já expressaram publicamente o desejo de encerrar a opção. Eles reconhecem que o cenário atual é muito diferente do momento em que houve a criação do “zero rating”. Na época, o consumo de dados e o uso de aplicativos de redes sociais eram muito menores.