A 123milhas entrou com pedido de recuperação judicial no final de agosto, mas um credor entrou com pedido de suspensão, que a Justiça de Minas Gerais acabou acatando.
Porém, com a movimentação jurídica realizada pelo Banco do Brasil (BB), o maior credor, o desembargador Alexandre Victor de Carvalho decidiu pela suspensão da solicitação.
A decisão é provisória, até que haja uma constatação prévia por parte da 123milhas. A ideia, com o pedido do credor, é que haja uma análise do funcionamento da agência de viagens. Além da verificação dos documentos apresentados para o pedido de recuperação.
No entanto, mesmo que o desembargador tenha acatado o pedido de suspensão, as dívidas e cobranças aos consumidores devem seguir suspensas, já que o período de blindagem ainda está valendo. O Banco do Brasil, em seu pedido de suspensão, também pediu pela revisão dos escritórios de advocacia que foram escolhidos como responsáveis pelo caso.
Contudo, esse último pedido foi negado pela Justiça e deve passar por avaliação após a constatação. Anteriormente, o Ministério Público já havia lançado questionamento sobre tais escolhas, já que um dos advogados já atuou, anteriormente, como assessor de um advogado da agência de viagens.