Recentemente, investidores da Eletrobras e do Nubank ficaram impedidos de vender suas ações por um tempo, mesmo diante de um cenário de prejuízos das empresas.
No caso da Eletrobras, o bloqueio de vendas permanece por um ano. Já para os acionistas do Nubank, o lock up terminou em 17 de maio para todas as ações, exceto para os BDRs concedidos pelo programa NuSócios, o que deve ocorrer só em dezembro.
Os beneficiados pelos BDRs do NuSócios correm o risco de ver o preço da ação despencar e perder totalmente o valor do benefício uma vez que não podem realizar nenhum tipo de negociação durante esse período.
De acordo com analistas de investimentos, a medida é fundamental para evitar o movimento de “flipagem” que ocorre quando o investidor adquire cotas por IPO e follow on (quando a empresa já possui capital aberto na Bolsa e emite mais ações subsequentes) e realiza vendas no mesmo dia em que foram inseridas no mercado.
O “lock up” é uma tática utilizada pelas empresas que obriga o investidor a pensar a longo prazo. Além disso, ele posterga a pressão sobre o valor da ação quando a oferta é feita, o que possibilita a apresentação de fundamentos sólidos e confiáveis por parte da companhia.