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30% dos brasileiros deseja comprar a casa própria; veja como usar o FGTS Futuro para isso

FGTS Futuro é uma nova modalidade que facilita a compra de casa própria pelo Minha Casa, Minha Vida. Saiba mais aqui!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro3 min de leitura
Representação de uma casa em miniatura e várias moedas empilhadas, ao lado esquerdo está escrito casa própria, ao fundo tem uma pessoa desfocada.

Segundo os resultados da pesquisa inicial do Radar Febraban de 2024, quase metade dos cidadãos brasileiros (48%) expressa interesse em investir em moradia. Ademais, 30% almejam adquirir uma casa própria e 18% têm o intuito de reformar um imóvel já existente.

Isso caso disponham dos recursos necessários. Desse modo, a partir de março, os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida que trabalham com carteira assinada poderão estar mais próximos de conquistar o sonho da casa própria.

Isso se deve à esperada regulamentação do FGTS Futuro pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Sendo assim, a nova modalidade permitirá a utilização das contribuições futuras do empregador ao FGTS como parte da comprovação de renda.

Casa própria com FGTS Futuro

Representação de uma casa em miniatura e várias moedas empilhadas, ao lado esquerdo está escrito casa própria, ao fundo tem uma pessoa desfocada.
Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com – Edição: Equipe Seu Crédito Digital

O objetivo dessa iniciativa é possibilitar a aquisição de imóveis mais caros ou reduzir o valor da prestação. Num primeiro momento, o FGTS Futuro funcionará de maneira experimental, beneficiando cerca de 60 mil famílias da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. Logo, aquelas com renda mensal de até dois salários mínimos.

Caso a iniciativa obtenha sucesso, a ideia do governo federal é estendê-la a todos os participantes do programa, incluindo famílias com renda de até R$ 8 mil mensais. Dessa forma, o cálculo é simples: todo mês, o empregador deposita no FGTS 8% do salário do trabalhador com carteira assinada.

Com o FGTS Futuro, essa porcentagem serviria para comprovar uma renda maior. Assim, incluindo o Fundo de Garantia no cálculo da renda mensal, o mutuário teria mais condições de financiar um imóvel de valor mais alto, ou de comprar a casa própria que inicialmente planejou adquirir, mas com uma redução no valor da prestação.

Riscos a serem considerados

Apesar das vantagens, os mutuários precisam estar atentos aos riscos. O principal deles é a perda do emprego. Caso isso ocorra, o trabalhador deverá arcar com o valor integral da prestação: o valor que pagava antes mais os 8% do salário anterior depositados pelo antigo empregador.

Caso não consiga arcar com as prestações por mais de seis meses, o mutuário perderá o imóvel. Por outro lado, existe a possibilidade de suspensão das prestações por até seis meses, com o valor não pago sendo incorporado ao saldo devedor – uma ajuda já aplicada a financiamentos habitacionais concedidos com recursos do FGTS.

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Portanto, ao optar pela modalidade FGTS Futuro, é importante considerar todos esses aspectos e tomar uma decisão consciente para que o sonho da casa própria não se transforme em um pesadelo financeiro.

Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com – Edição: Equipe Seu Crédito Digital

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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