Investir em turismo é investir na economia. Quando o setor está em alta, mais pessoas vêm ao Brasil, hotéis ficam cheios e o comércio lucra. A responsável pela promoção dessas ações é Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).
Agência do governo corre risco de fechar
Importante agência do governo pode encerrar atividades em 2024, caso MP não seja aprovada pelo Congresso. Entenda!
No entanto, a Agência está passando por uma fase difícil e não tem recursos para colocar seus projetos em prática. Uma proposta de destinação de verbas vindo do Sistema S está em discussão no Congresso, mas, caso não seja aprovada, a Embratur pode ter as atividades comprometidas em 2024.
Entenda o impasse financeiro vivido pela Embratur
A Embratur pode ficar totalmente sem condições de operar já em 2024, é o que conta o presidente da entidade, o ex-deputado Marcelo Freixo. A situação só será revertida caso o Congresso Nacional aprove a Medida Provisória proposta pelo Governo Federal.
A MP prevê que o chamado Sistema S, formado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), repassem 5% de suas arrecadações para a Embratur. Essa porcentagem representaria o valor de R$ 450 milhões destinados à entidade. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas encontrou resistência no Senado.
Com isso, Freixo apresentou um novo acordo, em conjunto com os senadores Davi Alcolumbre (União) e Rodrigo Pacheco (PSD), propondo uma destinação fixa de R$ 300 milhões, que seria dividido entre Sesc e Senac, pelo período de quatro anos – tempo para a Agência encontrar uma outra fonte de renda. Porém, a proposta também não foi aceita pelos deputados.
Proposta de repasse para Agência era de 15% no governo Bolsonaro
Marcelo Freixo argumenta que o Sistema S tem essa verba disponível e que o pedido é justificado pela importância do Turismo para o Brasil. No entanto, Sesc e Senac temem que, se o percentual for aprovado, outros órgãos podem solicitar repasses. O presidente da Embratur argumenta que a verba por tempo determinado resolveria essa questão, mas mesmo assim não houve aceitação.
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Caso a nova proposta não seja aprovada pelo Senado, o texto retorna para a Câmara, onde será votada com o repasse dos 5%. Situação essa mais vantajosa para o Sistema S, do que o proposto pelo governo Bolsonaro, que determinava um repasse de 15% à Embratur.
O próprio Freixo foi contra na época, mas agora deputados Bolsonaristas estão contrários a um repasse bem menor e que garantiria o funcionamento da Agência responsável pelo fomento do turismo no Brasil.
Imagem: Alejandro Zambrana / Shutterstock.com
