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Bancos perdem R$ 5 bi em receita de tarifas por causa do Pix e concorrência

Os bancos tradicionais brasileiros estão perdendo receita com a implementação do Pix e o crescimento da concorrência. Entenda!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Imagem de cédulas e moedas com seta vermelha para baixo. Diminuição de fundos e dinheiro do varejo.

Os grandes bancos tradicionais do Brasil enfrentaram um declínio significativo em suas receitas originárias de serviços de conta corrente nos últimos anos. Dessa forma, pode-se atribuir este fenômeno majoritariamente ao avanço tecnológico, à emergência das fintechs e à popularização do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

Em 2023, por exemplo, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander juntos somaram uma receita de R$ 28,343 bilhões oriunda de serviços de conta corrente. Continue a leitura para mais informações!

Bancos tradicionais perdem receita com advento de Pix e concorrência

Imagem de cédulas e moedas com seta vermelha para baixo. Diminuição de fundos e dinheiro do varejo.
Imagem: Andrii Yalanskyi / shutterstock.com

O montante citado acima, portanto, é inferior em comparação aos anos anteriores. Marca-se, assim, uma queda acentuada desde 2019, quando a cifra alcançou R$ 33,352 bilhões. Logo, a queda foi de R$ 5 bilhões. Este decréscimo na receita dos bancos ocorre mesmo face ao crescimento de 27,2% na base de clientes destas instituições financeiras, que agora conta com 410,7 milhões de contas ativas.

Ademais, a introdução e adoção massiva do Pix, que suprimiu a necessidade de transferências via TED e DOC (este último já inexistente), junto à pressão competitiva exercida pelas fintechs têm forçado estas instituições a revisarem suas estratégias de cobrança. Os bancos digitais, por exemplo, muitas vezes isentam seus clientes de tarifas em serviços de conta corrente.

Saiba mais sobre a influência desses fatores na queda de receita

Visto como um divisor de águas no sistema financeiro brasileiro, o Pix promoveu uma mudança radical na forma como pagamentos e transferências são realizados. Mais rápido, mais barato e disponível 24/7, este método se tornou rapidamente a preferência nacional. Logo, isso impactou diretamente as tradicionais fontes de receita dos bancos com tarifas sobre operações anteriormente rentáveis, como as TEDs e DOCs.

Paralelamente ao avanço do Pix, as fintechs desempenham um papel crucial neste cenário de transformação. Com propostas de valor que enfatizam a isenção de tarifas em diversos serviços e a facilidade de abertura e manejo de contas totalmente online, essas empresas digitais atendem a um público cada vez mais exigente e consciente de suas opções.

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Dessa forma, o resultado obtido é uma pressão crescente sobre os bancos tradicionais para que se adaptem e inovem na oferta de seus serviços.

Imagem: Andrii Yalanskyi / shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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