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BTG bate de frente com os 3 homens mais ricos do Brasil; entenda o porquê

Banco BTG Pactual confronta os três homens mais ricos do Brasil por meio de um pedido judicial. Entenda o caso!

Karolaine SalgadoPor Karolaine Salgado2 min de leitura
Celular na horizontal mostrando logo do banco BTG Pactual. Ao fundo, tela mostrando site da empresa.

No último fim de semana, os advogados que representam os interesses corporativos do banco BTG Pactual entraram com um pedido de anulação e impedimento da proteção judicial concedida ao caixa da Americanas.

A varejista chocou o mercado financeiro, na semana passada, ao anunciar um rombo de R$ 20 bilhões em seus balanços contábeis. A empresa tem como principais investidores os três homens mais ricos do país: Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles.

Apesar de serem conhecidos como “capitalistas puro-sangue”, conforme Sergio Rial, ex-presidente da Americanas, eles agora são acusados de ações fraudulentas e de serem “pegos com a mão no caixa”, segundo o próprio BTG. Entenda o caso.

Rombo bilionário da Americanas e acusações do BTG

O BTG é um dos principais credores da Americanas. Em sua solicitação, o banco não mediu acusações nem palavras referentes ao trio de acionistas. Confira um trecho da liminar:

“Os três homens mais ricos do Brasil (com patrimônio avaliado em R$ 180 bilhões), ungidos como uma espécie de semideuses do capitalismo mundial ‘do bem’, são pegos com a mão no caixa daquela que, desde 1982, é uma das principais companhias do trio.”

O recurso solicitado pelo banco BTG foi negado pelo desembargador Luiz Roldão Filho, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mesmo assim, chama atenção o tom incisivo do texto:

“[…] É o fraudador pedindo às barras da Justiça proteção ‘contra’ a sua própria fraude. É o fraudador cumprindo a sua própria profecia, dando verdadeiramente ‘uma de maluco para esses caras saberem que é pra valer’.”

Sem negociações e nova tentativa de liminar

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O BTG afirmou que não pretende fazer negociações com a Americanas. Nesse caso, segundo o banco, não é cabível uma proteção judicial, pois o comportamento do grupo “deve ser punido severamente, com suas potenciais consequências criminais”.

Com isso, o credor da Americanas declara um cenário de guerra contra a empresa. Ademais, o banco afirma que entrará novamente com o recurso e irá insistir com a mesma agressividade da primeira solicitação.

Imagem: Wirestock Creators/shutterstock.com

Karolaine Salgado

Autor

Karolaine Salgado

Estudante de Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho, Redatora no Seu Crédito Digital, escritora e poetisa.

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