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Campos Neto diz que ‘no Brasil você não precisa de caixa eletrônico’

Campos Neto diz que 'no Brasil você não precisa de caixa eletrônico'. Entenda o contexto por trás dessa declaração.

Helena SerpaPor Helena Serpa3 min de leitura
Celular com logo do Pix, ao fundo uma tela de laptop com logo do Banco Central

No mais recente discurso no Peterson Institute for International Economics, em Washington, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, lançou luz sobre os próximos passos que moldarão o sistema financeiro brasileiro. As inovações centram-se principalmente no desenvolvimento do Pix e na expansão do open finance.

Remontando ao lançamento do Pix, Campos Neto refletiu sobre as incertezas iniciais desta tecnologia, questionando-se sobre a adoção do público. “Era incerto se as pessoas iriam usá-lo ou não”, admitiu. No entanto, o Pix não só foi adotado massivamente, como se destacou pela sua capacidade de programação e pela facilidade de inclusão de novas ferramentas.

Avanços iminentes no Pix e seus impactos

O presidente do Banco Central anunciou planos para o lançamento do “Pix automático” em novembro, uma atualização que permitirá pagamentos programados, aumentando a conveniência para os usuários. Dessa forma, esta inovação é especialmente importante para áreas remotas, onde cerca de 500 cidades no Brasil enfrentam dificuldades de acesso a serviços financeiros devido à falta de caixas eletrônicos ou agências bancárias.

Celular com a logo do PIX na tela por cima de notas de Real campos neto
Imagem: Etalbr / shutterstock.com

Campos Neto ressaltou que o Pix tem desempenhado um papel fundamental na superação desses obstáculos, permitindo que os cidadãos realizem transações em estabelecimentos comerciais integrados ao sistema, eliminando a necessidade de infraestrutura bancária tradicional. Assim, a implementação do Pix automático representa um avanço significativo, facilitando pagamentos programados.

Ao eliminar a dependência de caixas eletrônicos e agências bancárias, essa inovação beneficia não apenas áreas urbanas, mas também comunidades remotas, onde a acessibilidade aos serviços financeiros é limitada. Campos Neto enfatizou que o Pix tem sido fundamental para superar essas barreiras, oferecendo uma solução flexível que permite aos cidadãos realizar transações em lojas integradas ao sistema, tornando os serviços financeiros mais acessíveis e convenientes em todo o país.

O futuro é agora: a transformação através do Open Finance

Campos Neto, além de sua dedicação ao avanço do Pix, está direcionando esforços para impulsionar o open finance, vislumbrando-o como o horizonte dos mercados financeiros. Dessa forma, este sistema visa facilitar o intercâmbio seguro e eficaz de informações financeiras entre instituições, fomentando uma competição mais acirrada e uma maior inovação no setor.

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Ele delineia um modelo abrangente de open finance, ponderando sobre como tornar o sistema altamente portátil e comparável em tempo real. Ademais, o presidente prevê que em breve poderemos testemunhar a consolidação de um marketplace financeiro. Impulsionado por um “superapp” que unificará as funcionalidades de diversos bancos numa única plataforma.

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O impacto da IA e da moeda digital no sistema financeiro

  • Inteligência Artificial: Campos Neto discutiu a inserção de inteligência artificial para facilitar o uso de produtos financeiros por aqueles que não têm conhecimento prévio.
  • Moeda digital: A respeito da moeda digital brasileira (CDBC), o presidente enfatizou que ela não deve retirar a intermediação dos bancos, mantendo a importância destas instituições no novo ecossistema digital.

Assim, esses avanços tecnológicos representam não só uma evolução do sistema financeiro, mas também uma revolução na maneira como os brasileiros interagem com o dinheiro, vislumbrando um futuro onde a tecnologia financeira é acessível, inclusiva e integrativa.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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