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Carteira de criptomoedas sofre duras críticas após anúncio de novo recurso

Clique aqui e entenda como funciona o novo recurso que gerou grande preocupação da comunidade de criptomoedas.

Marya Klara CorreaPor Marya Klara Correa3 min de leitura
uma pessoa usando celular ao lado de várias criptomoedas em cima de notebook

Após o anúncio da Ledger a respeito das carteiras de hardwares e um novo recurso para o modelo Nano X, a empresa vem sendo duramente criticada. A nova solução anunciada para recuperação de fundos de forma online causou polêmica na comunidade.

No mundo das criptomoedas, a Ledger é uma empresa muito conhecida por seu sistema que integra softwares e carteiras de hardwares para segurança de toda classe de criptoativos. Assim, todas as transações que ocorrem na rede, bem como a identidade dos participantes permanecem anônimas.

Desse modo, as carteiras de hardwares são dispositivos físicos que funcionam sem conexão à internet, mantendo as chaves privadas e com segurança.

Como funciona a nova ferramenta da Ledger

Em resumo, o novo recurso, chamado de Ledger Recover, consiste em um serviço de assinatura opcional que protege o usuário no caso de ele perder sua frase-semente de recuperação. Essa frase funciona como uma espécie de senha para acessar os fundos e recuperar a configuração das carteiras.

Assim, o Ledger Recover emprega uma técnica de encriptação e divisão da frase-semente em três fragmentos enviados para entidades externas diferentes. Esses fragmentos podem ser usados para reconstruir a frase de recuperação do usuário.

Esse recurso trouxe aflição para os investidores que usam as carteiras da Ledger, porque a empresa prometia o oposto dessa nova proposta, já que as chaves dos clientes seriam guardadas exclusivamente no dispositivo hardware. Assim, disponibilizar a opção de recuperar chaves privadas através de um serviço online transpareceu como uma vulnerabilidade no sistema.

Changpenz Zhao, fundador da Binance e um dos maiores nomes do setor, foi um dos que questionou o novo recurso da Ledger em seu perfil no Twitter: “Então a seed [semente] pode sair do aparelho agora?” , “parece uma direção diferente sobre suas chaves nunca saem do dispositivo”.

Resposta da Ledger

Após a notícia ter despertado preocupação na comunidade, o co-fundador e vice presidente de inovação da Ledger, Nicolas Bacca, respondeu às críticas pelas redes sociais, reforçando que o serviço é opcional.

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Ademais, o executivo informou que o usuário pode decidir se quer usar o recurso, mas também pode optar por continuar fazendo o backup por conta própria.

Por fim, segundo a Ledger, apenas usuários com passaportes emitidos pela União Europeia, Canadá, Reino Unido e EUA poderão utilizar a nova ferramenta. Veja o pronunciamento oficial da empresa no Twitter:

Imagem: Chinnapong / shutterstock.com

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