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Cliente da Caixa recebe notícia desanimadora; confira

Cliente da Caixa Econômica Federal não vai ser ressarcida por determinação da Justiça. Entenda aqui o caso.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Fachada de uma agência da Caixa

Os golpes envolvendo os bancos são cada vez mais comuns. No entanto, nem sempre as instituições bancárias são obrigadas a indenizar as vítimas desses crimes. 

É o caso da Caixa Econômica Federal, que, por determinação da justiça, não vai precisar ressarcir o cliente que caiu no golpe do motoboy. Segundo a sentença, os dados fornecidos para o criminoso foram cedidos de forma voluntária e, por isso, o banco não pode ser responsabilizado.

Caixa Econômica Federal não devolverá dinheiro perdido em golpe a cliente

A 4ª Vara Federal de Criciúma divulgou a sentença em favor da Caixa Econômica Federal, na ação do Juizado Especial Federal (JEF). Segundo a decisão, o banco não pode ser responsável pelas informações prestadas pelo cliente ao suposto motoboy, que se passou por funcionário da instituição.

De acordo com a decisão, os dados foram acessados pelo criminoso através de informações dadas pela própria vítima, de modo que não houve nenhum vazamento, clonagem ou acesso à conta bancária. Assim, no entendimento da justiça, a Caixa não tem culpa pelo crime cometido.

Entenda o golpe do motoboy

Durante a ação criminosa, a vítima concedeu ao golpista todos seus dados bancários, tais como número do cartão, vencimento e o código de segurança. De posse dessas informações, o golpista realizou um Pix, que posteriormente foi bloqueado, quando a fraude foi constatada.

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No golpe do motoboy, o primeiro ato é realizar uma ligação para a vítima. De forma convincente, o criminoso, que se passa por um funcionário do banco, diz que houve a clonagem do cartão de crédito e que, para resolver a questão, pede os dados bancários da vítima. Essa ação é chamada de engenharia social, pois manipula a pessoa a fornecer dados pessoais sem o uso da violência.

Nesse momento, o falso atendente pede que a vítima corte o cartão ao meio, mas sem prejudicar a parte do chip e que um motoboy vai buscar o cartão para que a suposta clonagem seja desfeita. No entanto, o que de fato ocorre é o acesso ao cartão de crédito, já que os criminosos possuem as informações bancárias e o chip do cartão funcionando.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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