Com o acesso cada vez maior à internet e aos serviços bancários on-line, é normal que os consumidores experimentem algum tipo de problema ao efetuar transações. O risco de viver transtornos pode aumentar caso seu filho utilize aparelhos que possibilitem compra feita por Pix ou cartão de crédito.
O especialista Thiago Martello, que trabalha como educador financeiro, explicita a necessidade de a criança utilizar aparelhos diferentes dos pais quando possível. Caso contrário, deve-se usar estratégias para restringir o acesso desta aos dados bancários do responsável.
Responsabilidade dos bancos por compra feita por Pix ou cartão de crédito
Às vezes, a consciência não está completamente clara ao realizar a operação, causando uma série de transtornos. De acordo com especialistas do setor financeiro, a responsabilidade nessas circunstâncias não recai sobre o banco.
Assim, a instituição não tem responsabilidade pela ação do cliente quando este insere a sua senha para efetivar uma transação. Contudo, é importante fazer uma notificação em detalhes do que aconteceu para avaliar a possibilidade de cancelamento ou estorno.
O que acontece com compras on-line?
Compras on-line se fundamentam no Código de Defesa do Consumidor, que concede o direito de cancelamento de uma compra em até sete dias. Esse intervalo permite que o indivíduo devolva o produto e exija o reembolso. O Código guarda um papel fundamental na proteção do consumidor diante de surpresas desagradáveis após a efetivação de uma compra.
Pelo fato do sistema PIX agir de forma instantânea, isso impossibilita o cancelamento de uma transação já realizada, salvo caso o valor ainda não tenha sido enviado ao destinatário. Isso apenas é possível se houver algum tipo de agendamento da transação. No caso da efetivação da transação, o melhor curso de ação é entrar em contato direto com o receptor do valor e tentar negociar um estorno.
Imagem: BearFotos / shutterstock
