Mesmo diante da queda no preço dos alimentos ao longo deste ano, as compras em supermercados seguem como principal fonte de endividamento entre os brasileiros. É o que aponta a pesquisa Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro 2023, realizada pela Serasa, Flexpag e Opinion Box.
Compras em supermercados seguem como principal fonte de endividamento entre brasileiros
Pesquisa que aborda o endividamento dos brasileiros mostra gastos em supermercados como importante fator da inadimplência. Saiba mais!
Nos últimos anos, os gastos com esse tipo de despesa chegam a 34% e nos últimos 12 meses a 33%. Além disso, o levantamento ainda mapeia os outros tipos de gastos que estão entre os principais no que se refere aos consumidores nos dois períodos de tempo.
Quando se tratam das despesas com o cartão de crédito, as compras no supermercado também lideram. Vale destacar que as dívidas relacionadas ao cartão impactam mais de 50% dos brasileiros.
Compras em supermercados e relação com o endividamento
Com base nos dados do estudo, nos últimos 12 meses, os principais gastos dos brasileiros foram relacionados a:
- Supermercados/Hipermercados: 33%;
- Cartão de crédito: 29%;
- Contas básicas (água, luz, gás, etc.): 24%;
- Aluguel: 22%;
- Empréstimos: 18%.
Sendo assim, dentre as opções, os gastos com cartão de crédito foram aqueles que apresentaram a maior diferença significativa na comparação com os anos anteriores. No período, houve alta de 3 p.p.
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Uso do cartão de crédito
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Por fim, no que se refere ao uso do cartão de crédito, a pesquisa apresenta os gastos realizados entre os setores. Assim, é possível verificar que as despesas com supermercados também são as principais sob essa perspectiva. Confira.
- Compra de alimentos em supermercados: 59%;
- Compra de produtos (roupas, calçados, eletrodomésticos, etc.): 46%;
- Remédios ou tratamentos médicos: 37%;
- Compra de alimentos por delivery: 21%;
- Transporte/combustível: 21%.
Ademais, ao longo dos últimos anos, o impacto das dívidas relacionadas ao cartão de crédito oscilou de forma significativa. Em 2018, chegou em 76% e em 2021 caiu para 53%. Neste ano, no entanto, voltou a subir e alcançou 55%.
Imagem: Ground Picture / shutterstock.com
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