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Crise no mundo: Bancos globais perdem quase US$ 500 bilhões em uma semana

Desde o início da pandemia da Covid-19, o setor financeiro global não enfrentava uma semana tão difícil. Entenda o motivo

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem da fachada de um banco. Ao fundo, prédios.

Desde o início da pandemia da Covid-19, o setor financeiro global não enfrentava uma semana tão difícil, pois, nesta semana, as ações financeiras, após o colapso do Silicon Valley Bank (SVB), despencaram. Assim, a crise se espalhou rapidamente pelos mercados globais, sendo que os bancos nos Estados Unidos, Europa e Japão perderam juntos US$ 459 bilhões em valor de mercado neste mês.

À vista disso, as maiores perdas ocorreram nos Estados Unidos, com a perda de 18% do índice KBW em março. Já o índice de bancos Stoxx 600 da Europa teve queda de 15%, e o Topix do Japão perdeu 9%.

Esforços do setor

Diante disso, o setor vem tentando estabilizar o sistema financeiro para evitar um pânico maior, mas não tem obtido tanto sucesso, já que, na última sexta-feira (17), as ações do banco First Republic, da Califórnia, tiveram queda de mais de um quarto, embora tenha recebido a injeção de US$ 30 bilhões de bancos, como JPMorgan Chase e Goldman Sachs.

Além disso, ainda que tenha recebido uma linha de crédito de emergência de 50 bilhões de francos suíços (US$ 54 bilhões) do Banco Central da Suíça, na última quinta-feira (16), as ações do Credit Suisse tiveram queda de 8%.

Bancos mais fortes prejudicados

Assim, a situação instável dos mercados prejudicou até mesmo os bancos que eram tidos como mais fortes, motivados também pelo rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA estarem caindo com uma rapidez que não se via desde 1987. Dessa forma, o Goldman perdeu quase US$ 200 milhões em suas operações que atuam com produtos de taxa de juros.

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Enfim, na última sexta-feira (17), reguladores globais se reuniram para discutir como acalmar os ânimos em relação à saúde do sistema financeiro. Assim, entre as opções colocadas em discussão estão a estabilização do Credit Suisse e suas subsidiárias internacionais.

Imagem: Anton_AV / Shutterstock

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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